A posição de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à candidatura de Kamala Harris, representante do Partido Democrata, não deve prejudicar as relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos, de acordo com fontes da diplomacia brasileira. Para analistas em Brasília, as trocas comerciais entre os dois países seguem como um eixo independente, guiado por interesses econômicos e não por alinhamentos políticos.
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Apesar das críticas do mercado financeiro, que preferiria uma postura mais neutra, o governo brasileiro considera que o apoio de Lula, alinhado ao seu histórico de defesa da democracia, não compromete os laços com Washington. Diplomatas lembram que, em 2020, Lula já havia manifestado apoio a Joe Biden, ainda candidato, sem impactos adversos sobre as relações bilaterais.
Internamente, a relação entre Lula e o ex-presidente Donald Trump, candidato à reeleição pelo Partido Republicano, é comparada à de parceiros comerciais que possuem visões ideológicas opostas, como ocorre entre o Brasil e a Argentina, com o presidente Milei. No entanto, a diplomacia brasileira expressa cautela quanto às promessas de Trump de elevar tarifas sobre produtos importados, o que poderia afetar diretamente as exportações brasileiras e desequilibrar a balança comercial.
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Além das tarifas, Trump também anunciou políticas de deportação em massa de imigrantes e maior interferência no Federal Reserve, o que poderia impactar as relações financeiras e comerciais com outros países, incluindo o Brasil.
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