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quarta-feira, setembro 16, 2026

Pesquisadores da USP criam método inovador para remover micro e nanoplásticos da água com eficiência

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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma técnica inovadora para remover micro e nanoplásticos da água, com uma abordagem que utiliza nanotecnologia e partículas magnéticas para atrair esses contaminantes. O método foi detalhado em um estudo publicado na revista Micron, destacando o uso de nanopartículas revestidas com polidopamina, uma substância que se liga aos fragmentos plásticos e facilita a remoção através de um campo magnético.

Henrique Eisi Toma, coordenador do estudo e professor do Instituto de Química da USP, explicou à Agência Fapesp que a polidopamina funciona de maneira semelhante à adesão de moluscos em superfícies aquáticas, mostrando forte resistência e adesividade. Essa característica permite que a substância se conecte com as partículas de plástico na água, que são então removidas de forma eficiente.

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A presença de micro e nanoplásticos em ambientes naturais é amplamente conhecida, com fragmentos plásticos detectados até no sangue humano. Microplásticos, que possuem até 1 milímetro, e nanoplásticos, ainda menores e mais difíceis de filtrar, vêm de fontes como a lavagem de roupas sintéticas e a degradação de objetos plásticos maiores. Esses resíduos entram nos sistemas de água e, eventualmente, contaminam rios e aquíferos.

Para avançar no método, a equipe da USP busca formas de não apenas capturar esses plásticos, mas também de transformá-los em materiais reutilizáveis. Um dos próximos passos envolve o uso de enzimas, como a lipase, que já demonstrou a capacidade de decompor plásticos como o PET em moléculas menores. “Nosso objetivo vai além da remoção – queremos dar um destino sustentável aos resíduos plásticos”, afirmou Toma, acrescentando que as moléculas derivadas desse processo poderiam ser reintegradas à cadeia de produção.

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Agora, os pesquisadores se concentram em estudar a viabilidade de aplicar a técnica em larga escala. Caso o método prove ser economicamente sustentável, poderá ser uma solução promissora para reduzir a poluição plástica em diversos ambientes, beneficiando o Brasil e o mundo.

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