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quarta-feira, setembro 16, 2026

Estudo aponta intervalo ideal para cirurgias após infarto e reduz riscos para pacientes

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Após um infarto, o risco de complicações graves durante cirurgias pode dobrar ou até triplicar. Pesquisadores da University of Rochester, nos Estados Unidos, estudaram um intervalo seguro para operações após o ataque cardíaco e concluíram que o ideal é aguardar entre três a seis meses. A descoberta, baseada em dados do Medicare, analisou 5,2 milhões de cirurgias entre 2017 e 2020 em pacientes com mais de 67 anos.

O estudo sugere que as diretrizes da American Heart Association, que atualmente indicam um período de espera de apenas 60 dias para cirurgias não cardíacas, precisam ser atualizadas. Segundo Laurent Glance, principal autor do estudo, os dados utilizados até então estão desatualizados, considerando o avanço nos cuidados médicos e as mudanças no perfil dos pacientes. “Os médicos precisam das informações mais recentes para oferecer um atendimento mais seguro e adequado”, afirmou Glance.

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Os pesquisadores destacaram que o maior risco de complicações ocorre nos primeiros 30 dias após o infarto, mas o nível de segurança melhora consideravelmente ao longo dos primeiros 90 dias e atinge sua melhor condição após seis meses. Segundo Marjorie Gloff, coautora do estudo publicado na JAMA Surgery, equipes médicas buscam equilibrar o risco cirúrgico com a qualidade de vida do paciente, avaliando fatores como saúde e estilo de vida. Ela também observou que, embora adiar cirurgias como as de substituição de joelho ou quadril possa ser frustrante, o período de espera é essencial para garantir melhores resultados.

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A pesquisa ainda enfatiza a importância da prevenção de infartos, sugerindo que hábitos como uma dieta equilibrada, boa qualidade de sono e atividade física podem ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas. O estudo vem em um contexto de alerta para a saúde cardíaca, pois o Brasil registrou um aumento de 158% nas internações por infarto agudo do miocárdio.

Essas novas descobertas, se adotadas, podem redefinir protocolos médicos, ajudando a proteger ainda mais a vida dos pacientes e a garantir maior segurança nos procedimentos cirúrgicos após eventos cardíacos.

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