29.6 C
São Paulo
sexta-feira, agosto 28, 2026

Florestas em memória: projeto italiano transforma cemitérios em áreas verdes

Leia mais

Com o intuito de transformar cemitérios em florestas vivas, os designers italianos Anna Citelli e Raoul Bretzel propõem uma abordagem inovadora para a preservação da memória: o projeto Capsula Mundi. A ideia central é que os restos mortais sejam colocados em cápsulas biodegradáveis, que são plantadas junto a mudas de árvores, escolhidas pelos próprios falecidos em vida. Em vez de lápides, cada árvore representaria a continuidade da vida, em um ambiente natural e ecológico que poderia substituir os cemitérios convencionais.

Ainda em fase de protótipo, o projeto enfrenta restrições legais, religiosas e ambientais, como o risco de contaminação do solo e de lençóis freáticos pela decomposição dos corpos, que gera carga biológica. Além disso, a manutenção dessas árvores – envolvendo podas, controle de pragas e riscos ambientais – não tem uma solução clara e poderia tornar o projeto inviável. Segundo os autores, a ideia de um “cemitério-floresta” seria mantida pela família e amigos, mas especialistas alertam que, a longo prazo, a sustentabilidade do projeto dependeria de uma estrutura robusta de controle ambiental.

++ Conheça o novo dispositivo que é capaz de medir a glicose sem o uso de agulhas

Outras abordagens vêm sendo exploradas para acomodar o aumento das demandas por espaços para sepultamento, especialmente nas áreas urbanas. Em países como Alemanha e Singapura, há incentivos para que, após um período inicial gratuito de vinte anos, as famílias optem por renovar o aluguel das sepulturas ou autorizar a transferência para espaços mais profundos. A cremação, por sua vez, embora economize espaço, tem impacto ambiental elevado devido à energia consumida e às emissões de poluentes, como o mercúrio, liberado pela queima de obturações dentárias.

++ Tecnologia promissora propõe novo caminho para que você pare de fumar

Enquanto alternativas sustentáveis ganham popularidade, como os cemitérios verticais, o Brasil já se destaca com o Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos, considerado o mais alto do mundo, com 14 andares. Em outras partes do mundo, arquiteturas arrojadas buscam conciliar estética e funcionalidade, como em Tóquio e Tel Aviv. Embora o conceito de florestas de memória seja inspirador, as práticas convencionais, como os cemitérios verticais, têm se mostrado mais viáveis para enfrentar os desafios urbanos.

Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech

- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img

Últimas notícias