Durante a 16ª Cúpula de Líderes do Brics, realizada em Kazan, na Rússia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a criação de meios de pagamento alternativos para facilitar as transações comerciais entre os países do bloco, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além dos novos membros, como Egito e Arábia Saudita.
Para Lula, essa medida ajudaria a reduzir as vulnerabilidades e as assimetrias no sistema financeiro internacional, ele ressaltou que essa proposta não visa substituir as moedas locais, mas sim criar uma ordem financeira multipolar que reflita o novo equilíbrio global.
O presidente também abordou questões importantes em sua fala, como a crítica às guerras no Oriente Médio e na Europa, a luta contra as mudanças climáticas e a fome, a defesa da taxação dos super-ricos e a necessidade de democratizar as instituições globais de governança.
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Ele destacou que o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do Brics presidido por Dilma Rousseff, tem desempenhado um papel crucial no financiamento de projetos de infraestrutura e no fortalecimento das economias emergentes, com uma carteira de quase US$ 33 bilhões.
Lula ressaltou que o Brasil assumirá a presidência do Brics em 2025 e reafirmou o compromisso do país com a criação de um mundo multipolar e com relações internacionais menos assimétricas.
Além disso, ele criticou a exclusão de países emergentes no acesso a tecnologias de ponta, como vacinas e Inteligência Artificial, e cobrou mais esforços para enfrentar as mudanças climáticas.
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O presidente ainda pediu que os países ricos cumpram suas promessas de financiamento climático, lembrando que o Brasil sediará a COP30, em 2025, em Belém.
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