O governo de Santa Catarina está reconsiderando a adesão ao programa de câmeras nas fardas dos policiais, um recurso que foi interrompido em setembro, quando o estado alegou problemas técnicos e falta de orçamento. A nova avaliação surge em um contexto de debate acirrado entre os policiais, que se sentem monitorados, e defensores da iniciativa, que a veem como um mecanismo essencial para a transparência nas operações de segurança pública.
A Secretaria de Segurança Pública divulgou, nesta terça-feira (22), que está realizando estudos para fundamentar a possível retomada do uso das câmeras, que pode ser feita através de parcerias com o governo federal ou por meio de verbas estaduais. O governo estadual, em colaboração com o Estado-Maior-Geral da Polícia Militar, está explorando diferentes tecnologias que poderiam ser implementadas no futuro.
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A decisão final ficará a cargo do governador Jorginho Mello (PL), que tem adotado uma postura crítica em relação à administração federal. Ele deve se reunir esta semana com o secretário de Segurança Pública para discutir o tema.
Recentemente, o comandante da PM de Santa Catarina participou de um encontro em São Paulo com líderes de polícias estaduais, onde o secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, também esteve presente.
Conforme informações da CNN, o Ministério da Justiça está prestes a lançar um edital de R$ 100 milhões para auxiliar os estados na compra de câmeras, incentivando assim a adesão ao programa.
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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) manifestou-se contra a decisão anterior do governo catarinense de descontinuar o uso das câmeras, ressaltando que a ausência desse equipamento pode prejudicar investigações e levar à absolvição de culpados, comprometendo a segurança pública.
Desde 2019, Santa Catarina era pioneira no uso de câmeras corporais pela Polícia Militar, com 2.245 dispositivos em funcionamento. A OAB/SC destacou que a falta dessas câmeras pode resultar na falta de esclarecimento em diversos casos.
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