Cerca de 700 mil imóveis permanecem sem energia elétrica na região metropolitana de São Paulo, após o forte temporal que atingiu a cidade na última sexta-feira. A Enel, concessionária responsável pela distribuição de energia, tem sido alvo de duras críticas por sua demora em restabelecer o serviço, agravando uma crise que já se arrasta por três dias.
A pressão sobre a empresa tem aumentado, especialmente após a constatação de que ela não cumpriu integralmente seu plano de contingência. De acordo com a Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arcesp) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Enel prometeu mobilizar 2,5 mil funcionários para lidar com os reparos, mas até o último domingo contava com apenas 1,8 mil no trabalho. O número completo de funcionários deve ser atingido apenas nesta segunda-feira.
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Autoridades cobram ação imediata e sugerem rompimento de contrato
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, solicitou ao governo federal e à Aneel que iniciem o processo de caducidade do contrato da Enel, citando a incapacidade da concessionária em lidar com a crise e seu histórico de ineficiência em situações semelhantes. Ricardo Nunes, prefeito da capital paulista e candidato à reeleição, reforçou as críticas, classificando a Enel como “inimiga do povo” e pedindo um rompimento definitivo da concessão.
A situação também tem gerado atritos políticos. Guilherme Boulos, candidato à prefeitura e adversário de Nunes no segundo turno das eleições, acusou o atual prefeito de falhar na adoção de medidas preventivas para minimizar os danos causados por temporais, intensificando o clima de disputa.
Impactos do temporal seguem além da falta de energia
Além do apagão, o temporal já provocou sete mortes e causou interrupções no abastecimento de água em vários municípios da região. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que 165 semáforos ainda estão inoperantes, complicando a situação no trânsito.
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A Enel afirmou que está priorizando locais como hospitais e clientes que dependem de equipamentos vitais, e destacou que equipes de outros estados foram deslocadas para ajudar no trabalho. No entanto, a previsão de normalização total do serviço pode se estender até a próxima quarta-feira, 16, o que gera ainda mais preocupação entre os moradores afetados.
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