Nas eleições municipais de 2024, a representatividade indígena nas câmaras municipais brasileiras apresentou um crescimento significativo. Foram eleitos 241 vereadores que se declararam indígenas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um aumento de 32,2% em relação ao pleito de 2020, quando 181 indígenas foram eleitos. Embora ainda representem uma pequena parcela dos 58.414 vereadores eleitos em todo o país, o grupo foi o que registrou o maior crescimento proporcional entre as categorias de raça/cor.
Além da maior presença nas câmaras municipais, a eleição de prefeitos indígenas também teve um leve aumento. Nove candidatos declarados indígenas conquistaram prefeituras já no primeiro turno, em um universo de 5.466 municípios que já definiram seus líderes. Em 2020, oito prefeitos indígenas haviam sido eleitos, demonstrando uma pequena, mas importante evolução.
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A autoidentificação racial dos candidatos no momento do registro no TSE segue sendo um fator fundamental para o mapeamento das políticas públicas e a destinação de recursos como o Fundo Partidário e o Fundo Eleitoral. Esses fundos, distribuídos pelo governo, são essenciais para financiar campanhas e podem influenciar a escolha da autodeclaração racial dos candidatos.
O crescimento da representatividade indígena acontece em um contexto de aumento também entre os vereadores negros (pretos e pardos), que agora somam 26.789 eleitos, uma leve alta em relação aos 26.003 eleitos em 2020. Eles representam 45,86% do total de vereadores eleitos em 2024, uma cifra ainda inferior à proporção de candidaturas negras registradas, que foi de 52% neste ano.
No entanto, a parcela de vereadores brancos teve uma queda, passando de 31.100 eleitos em 2020 para 30.846 em 2024. Já a representatividade de candidatos que se autodeclaram amarelos também diminuiu, com 213 vereadores eleitos, em comparação aos 234 da última eleição.
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Esses números indicam mudanças importantes no cenário político brasileiro, especialmente em relação à diversidade racial. O aumento da participação indígena e negra reflete um movimento de ampliação de vozes historicamente sub-representadas nas esferas de poder locais, apesar dos desafios que ainda persistem na busca por uma representatividade mais equilibrada no país.
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