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quarta-feira, setembro 16, 2026

Estudo revela que animais consomem álcool com mais frequência do que se imaginava

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Uma revisão científica realizada por pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, publicada recentemente na Cell Press, sugere que o consumo de álcool entre animais ocorre mais frequentemente do que se pensava, especialmente entre espécies que se alimentam de frutas. O etanol, produto da fermentação natural, é encontrado em diversos ecossistemas e pode ser ingerido regularmente por animais que incluem vegetais em sua dieta.

Anteriormente, acreditava-se que episódios de “embriaguez” entre animais fossem acidentais e raros, sendo notados principalmente entre grandes primatas e pequenos mamíferos como o musaranho-das-árvores. No entanto, o estudo revelou que mesmo pássaros e larvas de moscas são afetados pela fermentação e podem utilizar o etanol para sobreviver, demonstrando efeitos variados do consumo.

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Para alguns animais, a ingestão de etanol oferece benefícios: frutas fermentadas são ricas em calorias e fornecem energia adicional. Além disso, o forte odor das frutas em fermentação pode ajudar os animais a localizarem fontes de alimento com mais facilidade. Em espécies como a mosca-das-frutas, o etanol serve ainda como estratégia de proteção: as moscas depositam seus ovos em locais com etanol para proteger as larvas de parasitas, enquanto as larvas ingerem álcool para evitar predadores naturais como as vespas.

Apesar dos benefícios, ainda são necessários estudos adicionais para entender o papel do etanol na evolução das espécies e os possíveis efeitos adversos no comportamento animal. Matthew Carrigan, um dos pesquisadores, alerta que, de uma perspectiva ecológica, os efeitos do álcool podem ser perigosos, pois “não é vantajoso estar embriagado enquanto você escala árvores ou enfrenta predadores à noite.”

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O etanol tornou-se abundante na Terra há cerca de 100 milhões de anos, com o surgimento de plantas floríferas que produziam néctar açucarado. Na natureza, frutas fermentadas geralmente têm baixa concentração alcoólica, cerca de 1% a 2%, semelhante ao álcool de uma kombucha, embora frutas maduras de palmeira no Panamá tenham registrado concentrações alcoólicas de até 10%, comparável ao teor de vinhos.

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