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quarta-feira, setembro 16, 2026

Governo avança na criação de estratégia para combater crimes cibernéticos no setor financeiro

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Após anos de discussões, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) finalmente oficializou o início dos trabalhos para a criação da Estratégia Nacional de Segurança Financeira. O projeto, que visa combater fraudes e crimes cibernéticos no setor financeiro, havia sido anunciado pela primeira vez em 2021, mas só agora começa a ser implementado. A iniciativa é inspirada no sucesso da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), lançada em 2003.

A portaria que formaliza a criação do grupo de trabalho foi publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (27). Coordenado pela secretária de Direitos Digitais do MJSP, Lílian Cintra de Melo, o grupo terá 180 dias para desenvolver e propor estratégias que fortaleçam a segurança financeira contra crimes digitais. As reuniões serão realizadas quinzenalmente e poderão ocorrer de forma híbrida, com encontros virtuais ou presenciais.

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Entre os participantes estão membros do governo federal, como o chefe da Coordenação de Repressão a Fraudes Bancárias Eletrônicas da Polícia Federal, Erik Siqueira, além de representantes de secretarias de Justiça, Segurança Pública e de Proteção ao Consumidor. A Febraban, por sua vez, ficará responsável por incluir especialistas do setor privado e representantes da sociedade civil.

Nomes importantes da Febraban já foram confirmados no grupo, incluindo Ivo Mosca, diretor-executivo de inovação e serviços bancários, e Adriano Volpini, diretor do comitê de segurança cibernética. Embora os profissionais não recebam remuneração por suas participações, espera-se uma ampla colaboração entre o setor bancário e o governo para consolidar ações que reduzam os riscos de fraudes e ataques cibernéticos no Brasil.

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A criação dessa estratégia surge em um momento crucial, em que as atividades criminosas digitais têm avançado em ritmo acelerado, dificultando a prevenção e o combate eficaz por parte das instituições financeiras. A expectativa é que esse novo plano possa garantir maior segurança ao sistema bancário, minimizando os impactos das fraudes cibernéticas para os consumidores e o mercado financeiro.

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