Luis von Ahn, fundador e CEO do Duolingo, está cada vez mais focado em transformar o aplicativo de aprendizado de idiomas em uma plataforma impulsionada por Inteligência Artificial.
Crescido na Guatemala com poucos recursos, von Ahn vislumbra um futuro em que a tecnologia substitua não apenas tarefas repetitivas, mas também funções mais complexas, como o ensino de línguas, permitindo que o aplicativo se torne um tutor automatizado acessível para todos.
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A empresa já utiliza Inteligência Artificial para automatizar tarefas que antes eram realizadas por funcionários terceirizados, embora essa mudança tenha levado à demissão de 10% da equipe que cuidava de traduções e criação de lições, o CEO acredita que foi a decisão correta, dado o potencial para reduzir custos e aumentar a eficiência.
Contudo, ele reconhece que a automação pode prejudicar economicamente trabalhadores menos qualificados, especialmente em países em desenvolvimento. Para ele, o uso da tecnologia em larga escala exigirá regulamentações eficazes por parte dos governos, embora von Ahn se mostre cético quanto à capacidade dos EUA de liderar esse movimento.
O Duolingo, que se tornou uma empresa de capital aberto em 2022, está na vanguarda do uso de Inteligência Artificial no aprendizado, um dos exemplos é a criação de recursos como “videochamadas” interativas com personagens animados, como Lily, uma mascote sarcástica que ajuda os usuários a praticarem diálogos.
Além disso, o aplicativo lançou o Max, uma assinatura premium que oferece correções detalhadas e minijogos para aprimorar a experiência de aprendizado.
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O aplicativo viu um aumento de 40% no número de usuários, com mais de 104 milhões de pessoas utilizando o aplicativo mensalmente, sua receita também cresceu 41%, atingindo US$ 178,3 milhões no último trimestre. A valorização das ações colocou o valor de mercado da Duolingo em US$ 11,75 bilhões, consolidando von Ahn como bilionário.
Von Ahn também acredita que a Inteligência Artificial revolucionará a educação, especialmente para populações carentes. Ele vê o aprendizado de idiomas, como o inglês, como uma forma de melhorar as condições de vida de muitas pessoas, ampliando oportunidades de emprego e renda.
Apesar dos avanços, ele admite que o desenvolvimento ainda enfrenta desafios, as interações com personagens como Lily, por exemplo, ainda apresentam falhas, como vozes robóticas e atrasos nas respostas. Mesmo assim, parece otimista quanto ao potencial da tecnologia para criar uma experiência de ensino mais natural e engajadora.
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