Desde o lançamento do ChatGPT em 2022, cerca de 25% dos americanos já utilizaram o chatbot, segundo o Pew Research Center. Embora seja amplamente popular, cada consulta ao sistema tem um impacto significativo no meio ambiente.
Para que o ChatGPT responda às perguntas dos usuários, enormes quantidades de energia e água são consumidas nos data centers que mantêm seus servidores ativos. Um estudo conduzido pelo The Washington Post, em parceria com pesquisadores da Universidade da Califórnia, revelou que gerar um e-mail de 100 palavras através do GPT-4, lançado em março de 2023, consome o equivalente a uma pequena garrafa de água. Se isso for feito semanalmente, ao longo de um ano, o consumo total de água pode chegar a 27 litros.
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Os data centers utilizam sistemas de resfriamento, como água ou ar condicionado, para impedir o superaquecimento dos servidores. Contudo, essa prática pode variar conforme a localização do centro de dados, já que o custo da eletricidade e a disponibilidade de água influenciam no método de resfriamento.
Mesmo quando operando em condições ideais, os data centers são grandes consumidores de água nas regiões onde estão instalados. Além disso, aqueles que utilizam resfriamento elétrico contribuem para o aumento nas contas de energia dos residentes locais, colocando pressão extra sobre as redes elétricas.
O estudo ainda indicou que a energia gasta para escrever um simples e-mail de 100 palavras com o GPT seria suficiente para alimentar 14 lâmpadas LED por uma hora. Repetindo esse ato semanalmente durante um ano, a energia gerada poderia abastecer 9 residências em Washington por uma hora.
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Além de suportar chatbots, os data centers consomem grandes quantidades de energia para outras funções, como a computação em nuvem. Se instalados em áreas quentes, esses centros dependem ainda mais de sistemas de ar condicionado, enquanto aqueles localizados em regiões com escassez de água correm o risco de esgotar esse recurso.
Comunidades em estados como a Virgínia e Iowa têm se mobilizado contra a construção de novos data centers, apontando não apenas o alto consumo de energia, mas também a falta de geração de empregos e a depreciação de imóveis nas redondezas. Em The Dalles, Oregon, o Google foi obrigado a revelar que seus data centers utilizavam quase 25% da água disponível na cidade, após uma longa disputa judicial.
Embora empresas de tecnologia, como o Google, façam promessas de adotar práticas mais sustentáveis, muitas delas ainda estão longe de serem cumpridas. O relatório ambiental mais recente do Google mostrou um aumento de 48% nas emissões de carbono em 2023, principalmente devido à IA e aos data centers. Apenas 18% da água utilizada foi reposta, muito aquém da meta de 120% estabelecida para 2030. “O Google tem um compromisso de longa data com a sustentabilidade, orientado por nossas metas ambiciosas”, afirmou Mara Harris, porta-voz da empresa.
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