Elon Musk, por meio de sua empresa X, decidiu parar de usar dados de cidadãos da União Europeia para treinar sua inteligência artificial Grok, após um acordo com autoridades de proteção de dados europeias. O consenso foi alcançado após meses de discussões judiciais, finalizando uma disputa iniciada em agosto.
A Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC), que supervisiona as operações da X na Europa, anunciou o acordo nesta quarta-feira, 4. A DPC havia solicitado à Alta Corte da Irlanda a suspensão do uso desses dados, argumentando que a prática violava o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR), comprometendo a privacidade dos usuários europeus.
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O caso começou em agosto, quando a DPC contestou o uso de informações de usuários da rede social X para o desenvolvimento da IA Grok, alegando que isso infringia as leis de proteção de dados da União Europeia. Após uma suspensão temporária, a empresa aceitou, nesta semana, excluir permanentemente os dados coletados entre maio e agosto de 2024, encerrando o processo. “A X Corp. excluirá os dados de usuários da União Europeia, contidos em postagens públicas em sua plataforma de mídia social X”, declarou a DPC.
Dale Sunderland, comissário da DPC, expressou que o desfecho dessa disputa pode abrir precedentes para uma regulação mais sólida e abrangente do uso de dados pessoais para IA em toda a Europa. Segundo ele, a decisão permite que a regulamentação acompanhe o desenvolvimento acelerado das tecnologias.
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Enquanto isso, no Brasil, a Meta obteve autorização para retomar o uso de dados pessoais em suas plataformas para o treinamento de modelos de inteligência artificial. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) havia suspendido essa prática em julho, devido a preocupações com potenciais riscos à privacidade dos usuários. Contudo, após um recurso e compromissos assumidos pela Meta, a medida foi revertida, e a empresa passou a notificar seus usuários sobre a mudança.
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