Conquistar uma medalha olímpica pode trazer recompensas financeiras, mas a maioria dos atletas que participam das Olimpíadas não alcança o pódio e precisa buscar outras fontes de renda para sustentar seus sonhos esportivos. De acordo com uma pesquisa de 2024 da Global Athlete, cerca de 71% dos atletas olímpicos, paralímpicos e aspirantes têm um emprego remunerado fora do esporte.
Esses competidores enfrentam o desafio de equilibrar treinamentos intensivos e caros com a necessidade de se sustentar. Para chegar às Olimpíadas, os atletas investem anos de preparação e enfrentam custos elevados com treinamentos, viagens e equipamentos. Embora alguns recebam bolsas de estudo ou subsídios, muitos ainda dependem de apoio financeiro dos pais, prêmios de campeonatos e empregos flexíveis.
No Brasil, quase 90% dos atletas olímpicos são beneficiados pelo programa Bolsa Atleta, do governo federal. Este auxílio pode chegar a R$ 16.629,00 por mês para competidores da categoria Pódio. Apesar disso, muitos atletas brasileiros conciliam o esporte com outros empregos. Em Tóquio 2020, dos 309 atletas brasileiros, 33 tinham empregos paralelos, 131 não tinham patrocínio, 36 faziam permutas e 41 realizavam vaquinhas para arrecadar fundos.
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A realidade financeira dos atletas varia consideravelmente ao redor do mundo. Enquanto medalhistas de ouro brasileiros recebem R$ 350 mil, atletas de países como Cingapura podem ganhar até US$ 737.000 (R$ 4,2 milhões) por uma medalha de ouro.
Alguns atletas recorrem a plataformas como OnlyFans para aumentar sua renda. Jack Laugher, medalhista britânico, e Robbie Manson, remador neozelandês, utilizam a plataforma de assinaturas para se sustentar. “Ganho mais do que o dobro do que ganharia como atleta,” revela Manson.
Outros atletas mantêm empregos tradicionais. A boxeadora americana Morelle McCane trabalhou como palhaça de festa, supervisora de creche e entregadora para financiar sua participação nos Jogos de Paris 2024. Olivia Coffey, remadora dos EUA, construiu uma carreira no mercado financeiro, enquanto Nic Fink, Canyon Berry e Jesse Grupper, todos atletas olímpicos americanos, trabalham como engenheiros.
A influência nas redes sociais também é uma fonte de renda para alguns atletas. Brasileiras como Rebeca Andrade e Rayssa Leal aproveitam seus milhões de seguidores no Instagram para atrair patrocínios de grandes marcas. Atletas-influencers, como Simone Biles e Sunisa Lee, têm usado suas plataformas para aumentar seu engajamento e oportunidades de patrocínio.
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Apesar dos desafios, alguns atletas encontram sucesso financeiro fora dos Jogos Olímpicos. Simone Biles, por exemplo, ganhou US$ 7,1 milhões (R$ 40,7 milhões) em 2023. Jogadores da NBA, como LeBron James e Stephen Curry, estão entre os atletas mais bem pagos de Paris 2024, com ganhos que chegam a US$ 128,8 milhões (R$ 742 milhões) por ano.
Para muitos atletas, a carreira esportiva começa cedo e termina antes dos 30 anos. Por isso, muitos se preparam para o futuro com estudos em outras áreas. Rebeca Andrade estuda psicologia, enquanto Flavia Saraiva cursa publicidade. Outros, como Jade Barbosa e Beatriz Haddad, já se formaram em marketing e administração, respectivamente.
Os desafios financeiros e a necessidade de buscar outras fontes de renda são realidades para muitos atletas olímpicos, que precisam equilibrar suas paixões esportivas com a sobrevivência no mundo real.
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