Há pouco mais de uma década, nossa vida era bem diferente: celulares eram usados apenas para chamadas de voz, sem mensagens instantâneas, e-mails, redes sociais ou navegação. A partir de 2013, a chegada do 4G no Brasil transformou essa realidade, popularizando o uso da internet móvel por meio de smartphones e tornando a conectividade essencial para o dia a dia e até mesmo reconhecida pela legislação durante a pandemia.
Hoje, o 5G, que completou dois anos de operação em julho, promete uma revolução ainda maior. Com velocidades até 100 vezes superiores ao 4G e tempos de resposta reduzidos, o 5G permite a conexão entre máquinas, facilitando o uso de big data, automação, robotização e inteligência artificial. Essas tecnologias têm aplicações infinitas na agricultura, medicina, educação, indústria e negócios.
O avanço do 5G no Brasil tem sido rápido. Em menos de dois anos, já são 27,9 milhões de acessos em 589 municípios, abrangendo 62% da população. Para comparação, o 4G levou mais tempo para alcançar 8 milhões de acessos. Segundo a GSMA, até 2030, 78% das conexões no Brasil serão 5G.
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Além disso, o número de cidades com 5G supera as previsões iniciais: 95% das adoções foram antecipadas. O cronograma de implementação, iniciado em julho de 2022, prevê cobertura total até 2025 para cidades com mais de 500 mil habitantes.
A infraestrutura necessária para o avanço do 5G e outras tecnologias demandou investimentos significativos do setor de telecomunicações. Nos últimos cinco anos, as operadoras investiram uma média de R$ 39,5 bilhões anuais, representando cerca de 2,3% da Formação Bruta de Capital Fixo do país. Em 2021 e 2022, os investimentos foram ainda maiores devido à preparação para o 5G, somando R$ 35 bilhões em 2023.
Esses investimentos não apenas promovem inclusão social, mas também estimulam novos negócios e empregos, impulsionando a economia. Um estudo da Nokia e Omdia projeta que o 5G pode adicionar até US$ 1,2 trilhão ao PIB brasileiro até 2035. O Ministério da Economia estima um impacto anual de R$ 590 bilhões em diversos setores.
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O setor de telecomunicações continuará essencial para essa transformação, sendo um alicerce para o desenvolvimento nacional e a melhoria das condições socioeconômicas da população.
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