Guilherme Camargo, um jovem brasileiro de 28 anos, está desenvolvendo uma tecnologia que pode revolucionar o diagnóstico de AVC (Acidente Vascular Cerebral) usando Inteligência Artificial. Em seu projeto de doutorado, ele propõe o uso de um aplicativo capaz de detectar sinais sutis através do reconhecimento de movimentos faciais.
O AVC é uma das principais causas de morte no Brasil, com mais de 545 mil óbitos registrados nos últimos cinco anos. Segundo Camargo, a eficiência no diagnóstico precoce é crucial para o sucesso do tratamento, pois quanto mais rápido o atendimento, maiores são as chances de recuperação do paciente.
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A ideia para o projeto surgiu a partir de pesquisas anteriores sobre reconhecimento facial aplicado à medicina, Camargo percebeu que a Inteligência Artificial pode identificar mudanças nos músculos faciais associadas a doenças como AVC, Parkinson e esclerose. O foco inicial do aplicativo é ser usado por paramédicos e socorristas para agilizar o diagnóstico, permitindo uma triagem mais rápida e eficaz.
“Precisamos seguir os protocolos de segurança de cada país, além de garantir o consentimento dos indivíduos para coleta de dados. Quanto mais amostras tivermos, mais poderemos evoluir a tecnologia”, explica Camargo.
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Além disso, o pesquisador reforça a importância do financiamento para o desenvolvimento da ciência no Brasil, ele recebeu apoio de instituições como CAPES e FAPESP e atualmente é bolsista na Austrália pela RMIT.
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