Nesta segunda-feira (5), o dólar à vista teve uma jornada volátil, iniciando o dia com forte alta ao atingir a faixa dos R$ 5,86, mas zerando seus ganhos à tarde em meio ao enfraquecimento global da moeda norte-americana frente a outras divisas emergentes e dados econômicos positivos dos EUA.
Por volta das 14h29, o dólar à vista subia apenas 0,16%, sendo cotado a R$ 5,7201. A moeda para setembro, a mais negociada no mercado brasileiro, registrava um leve aumento de 0,05%, chegando a R$ 5,7480, após uma breve oscilação no território negativo.
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O dia começou com uma liquidação global nos mercados, que pressionou os índices de ações para baixo e elevou o dólar em relação às moedas de países emergentes, como o real, o peso mexicano e o peso chileno.
A volatilidade foi impulsionada por temores de uma recessão nos EUA, provocados por dados fracos de emprego divulgados na sexta-feira (2). Outros fatores incluem a continuidade da liquidação de operações de carry-trade envolvendo o iene, após o Banco do Japão aumentar os juros na semana passada, preocupações com a escalada do conflito no Oriente Médio e resultados decepcionantes de empresas americanas, como a Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, que reduziu sua participação na Apple.
“Houve um sell-off bruto, com o (mercado de ações do) Japão mergulhando e os EUA também. Mas no intraday foi melhorando”, comentou Cleber Alessie Machado, gerente da mesa de Derivativos Financeiros da Commcor DTVM, destacando a redução dos ganhos do dólar frente ao real e outras moedas emergentes.
Os dados do ISM (Instituto de Gestão de Fornecimento) mostraram que o PMI (índice de gerentes de compras) do setor não manufatureiro dos EUA subiu para 51,4 no mês passado, de 48,8 em junho, que foi o nível mais baixo desde maio de 2020. Economistas consultados pela Reuters esperavam um aumento para 51,0.
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“O ISM norte-americano contribuiu para isso, diluindo o receio de que haverá um pouso forçado da economia dos EUA e, por isso, o Fed poderia até chamar uma reunião extraordinária para cortar juros, como chegou a circular”, acrescentou Alessie Machado.
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