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segunda-feira, julho 22, 2024

Da água potável aos resgates: o impacto das startups gaúchas na crise

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A crise desencadeada pelos temporais que atingiram o estado nas últimas semanas revelaram suas complexidades. Desde o esforço para resgatar pessoas e animais até a busca por abrigos e logística de doações.

Mais de 1,9 milhão de habitantes do estado foram impactados pelas enchentes, com 70.000 em abrigos e 337.000 desalojados. Diante desse turbilhão, o ecossistema de inovação gaúcho, igualmente prejudicado, mobiliza seus recursos e conhecimento na tentativa de mitigar os estragos.

Segundo dados do Distrito, o estado abriga 956 startups ativas, sendo mais da metade sediadas na capital.

Como as startups têm ajudado

Em Muçum, no Vale do Taquari, a startup Reseta desenvolveu um sistema de purificação de água, atuando como um filtro com membrana de microporos para eliminar vírus e bactérias. Instalado no Hospital Beneficente Nossa Senhora Aparecida, o sistema converte água turva de poço artesiano em límpida, filtrando até 1000 litros por hora.

Fundada em 2019, a Reseta é incubada no Parque Tecnológico da Universidade de Passo Fundo. A ideia surgiu durante uma missão de entrega de alimentos nas áreas afetadas pelas enchentes, onde observaram a necessidade de água potável em meio à crise.

Para instalar o equipamento, a startup contou com a colaboração de parceiros como a varejista de construção civil Rede Constru Útil, que forneceu mangueiras, tubulações e caixas d’água. O investimento totalizou cerca de R$ 15.000. Além disso, a startup está preparando dois filtros adicionais, de capacidades menores, destinados a abrigos ou instalações isoladas.

Em Passo Fundo, surgiu outra iniciativa, o “Pedidos de Ajuda POA + Reg. Metropolitana”, idealizado pelo casal Marina Barbosa Grando e Raul Aita Artusi, proprietários do escritório de desenvolvimento urbano Oasi. A plataforma conecta pessoas necessitadas de resgate com voluntários, disponibilizando informações em mapas das regiões. A plataforma atraiu mais de 55.000 visitantes, entre pedidos de socorro, verificação de voluntários e acompanhamento de dados.

O sistema de colaboração

O SOS RS é um exemplo desse esforço colaborativo, uma plataforma criada para organizar informações sobre abrigos disponíveis (cerca de 300 atualmente) e necessidades específicas de doação de cada local. Por trás da iniciativa estão profissionais como Pedro Schanzler, da Poatek, startup de desenvolvimento de softwares, e Klaus Riffel, fundador e CEO da legaltech Doc9. A plataforma já conta com mais de 1.000 voluntários, auxiliando tanto na tecnologia quanto nas operações nos abrigos.

A organização está sediada no Tecnopuc, centro de inovação em Porto Alegre, que se tornou o epicentro de suporte às startups no estado. Com a inundação de outros espaços, como o Instituto Caldeira e o 4º Distrito, conhecido por abrigar startups, o parque tecnológico acolheu empreendedores e equipes.

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Lá está a WebMed, que lançou recentemente o ShortMed SOS Enchentes, um serviço de triagem médica online para vítimas da tragédia. A plataforma conta com mais de 300 médicos e especialistas de todo o país, oferecendo atendimento gratuito e acesso a atestados, receitas e medicamentos.

Diante do cenário, a Vakinha, plataforma de crowdfunding com sede em Porto Alegre, registrou um recorde de R$ 65 milhões em doações até o momento, em parceria com o humorista Badin Colono e o programa Pretinho Básico, transmitido pela Atlântida FM. A startup, no entanto, também sofreu com os impactos das enchentes.

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O time da empresa precisou ser resgatado de barco, ficando a mais de 2 quilômetros de distância do prédio.

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