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sexta-feira, julho 12, 2024

Estímulo mental no trabalho pode prevenir problemas de memória na velhice

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O que fazemos ao longo de nossas vidas pode moldar não apenas nosso presente, mas também o futuro de nossa saúde cognitiva. Um estudo recente, publicado na revista Neurology, destaca o papel crucial do estímulo mental no trabalho como uma ferramenta para prevenir problemas de memória na velhice.

A pesquisa, baseada em uma amostra de sete mil voluntários noruegueses, revelou uma ligação direta entre a natureza do trabalho ao longo da vida e o risco de desenvolver comprometimento cognitivo leve e demência após os 70 anos. 

Os resultados mostraram que indivíduos em empregos menos desafiadores mentalmente tinham um risco significativamente maior de enfrentar esses problemas do que aqueles em cargos que exigiam esforço mental e criatividade.

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No estudo foi adotado uma abordagem abrangente ao analisar a complexidade do trabalho dos participantes, levando em consideração tanto aspectos manuais quanto mentais, bem como tarefas analíticas e interpessoais. 

Profissões como professores foram classificadas como estimulantes, enquanto ocupações envolvendo tarefas repetitivas manuais foram consideradas menos exigentes cognitivamente.

Surpreendentemente, os pesquisadores descobriram que a educação desempenha um papel significativo na proteção contra o declínio cognitivo associado a empregos menos estimulantes, isso se deve em parte ao fato de que a educação constrói uma “reserva cognitiva”, fornecendo conhecimento, habilidades de improvisação e raciocínio lógico que podem retardar o declínio mental.

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No entanto, os especialistas enfatizam que o estímulo mental não deve ser limitado apenas ao trabalho ou à educação, é crucial buscar atividades cognitivamente desafiadoras em diferentes áreas da vida para promover uma saúde cognitiva robusta no longo prazo. 

O exercício físico é frequentemente comparado a essa prática, retardando a fragilidade dos músculos da mesma forma que o estímulo mental retarda o declínio cognitivo.

Portanto, o estudo destaca a importância de investir em estímulos mentais ao longo da vida, seja por meio da educação, do trabalho ou de outras atividades intelectualmente desafiadoras.

Capacitar as pessoas para manter uma saúde cognitiva saudável é fundamental, e isso pode ser alcançado através de uma combinação de educação, tarefas estimulantes e um estilo de vida ativo e engajado. 

Como ressalta Trine Edwin, autora do estudo, “não se trata de estar condenado ou não; podemos capacitar as pessoas para sua saúde cognitiva posterior com educação e tarefas que sejam cognitivamente estimulantes”.

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