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sábado, julho 13, 2024

Novo “carro voador” da Embraer: mais de 3 mil encomendas e rumo à regulamentação

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O revolucionário EVE-100, popularmente conhecido como o “carro voador” da Embraer, está prestes a alcançar novos patamares. Atualmente em processo de regulamentação no Brasil, o veículo está passando por avaliações minuciosas na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que poderão em breve autorizar seus voos no país.

A renomada empresa nacional de aviação Embraer já registra quase 3 mil encomendas para o modelo, um aumento significativo em relação aos números de 2021. A expectativa é de que, uma vez devidamente autorizadas, as primeiras unidades estejam operacionais já a partir de 2026.

A Anac abriu uma consulta setorial pública para receber contribuições de interessados sobre os Critérios de Aeronavegabilidade para o modelo. Essa iniciativa visa coletar sugestões sobre estrutura, peso, durabilidade, requisitos essenciais e outras especificações do veículo. A participação está aberta até sexta-feira (15).

O desejo de desenvolver um “carro voador” é antigo para a Embraer. Batizado de EVE-100, o veículo será produzido em Taubaté, São Paulo, pela Eve Air Mobility, uma empresa de mobilidade urbana pertencente à própria Embraer.

Embora popularmente chamado de “carro voador”, o EVE-100 é mais precisamente um eVTOL, sigla para “electrical Vertical Take-off and Landing” (Decolagem e Aterrissagem Vertical Elétrica, em tradução livre). Destinado ao transporte em curtas distâncias, como um táxi aéreo urbano, o eVTOL é considerado mais silencioso, econômico e ambientalmente amigável que helicópteros convencionais.

Atualmente, a Anac não possui regulamentação específica para eVTOLs, mas as consultas em andamento podem ajudar a estabelecer as primeiras diretrizes para essa inovadora modalidade de transporte.

Cada unidade do EVE-100 poderá realizar viagens de até 100 quilômetros em um tempo consideravelmente menor do que o necessário pelas estradas. As regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul devem ser as primeiras a receber os serviços do veículo, revolucionando a mobilidade urbana.

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