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sexta-feira, novembro 6, 2026

Vereadoras denunciam tentativa de cassação após pedido de impeachment contra Ricardo Nunes

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Amanda Paschoal e Luana Alves denunciam pedidos de cassação que, segundo elas, seriam retaliação por sua atuação no pedido de impeachment de Ricardo Nunes. (Foto: Instagram)

As vereadoras Amanda Paschoal e Luana Alves denunciaram uma articulação de parlamentares da base do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para pedir a cassação de seus mandatos na Câmara Municipal de São Paulo. Segundo elas, a iniciativa seria uma retaliação à atuação das duas no pedido de impeachment apresentado contra o chefe do Executivo.

Amanda afirmou que a movimentação ocorreu pouco depois de a Câmara arquivar o processo de impeachment que ela havia protocolado contra Nunes. Para a vereadora, o pedido de cassação é uma tentativa de silenciar sua atuação política. Ela disse que pretende continuar resistindo e pediu apoio para impedir que a iniciativa avance.

A parlamentar declarou que o pedido contra o prefeito buscava permitir a investigação de possíveis irregularidades eleitorais no segundo turno. Como fundamento, citou uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que determinava a disponibilização de 100% da frota de ônibus à população paulistana no dia da votação. Segundo Amanda, a determinação não foi cumprida.

Luana Alves também relacionou os pedidos de cassação à mobilização das vereadoras em torno do impeachment de Ricardo Nunes. De acordo com ela, parlamentares da base do prefeito alegam quebra de decoro porque Amanda e Luana incentivaram a população a pressionar os integrantes da Câmara a votar pela abertura do processo.

A vereadora afirmou que a pressão popular foi motivada pela intenção de investigar uma possível infração eleitoral atribuída ao prefeito, após a retirada de parte dos ônibus de circulação no dia da eleição. Ela classificou os pedidos contra as duas parlamentares como uma tentativa de retaliação.

Luana declarou que ela e Amanda não pretendem se intimidar nem recuar. Disse que continuarão defendendo os interesses da população trabalhadora de São Paulo.

Até que a Corregedoria da Câmara notifique as vereadoras, ainda não há detalhes sobre o caso.

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