A estudante norte-americana Isabel Rossi, de 14 anos, desenvolveu um modelo matemático capaz de ampliar em até 16,7% a cobertura de detecção de terremotos com a instalação de apenas cinco sensores adicionais. Moradora de Williamsburg, na Virgínia, a adolescente utilizou dados sísmicos da região de Los Angeles, na Califórnia, para criar o projeto, que a colocou entre os 30 finalistas do Thermo Fisher Scientific Junior Innovators Challenge 2026, competição científica realizada nos Estados Unidos.
A pesquisa, intitulada Listening in the Right Places: Game Theory and Optimization for Earthquake Sensor Placement, busca identificar os locais mais adequados para instalar equipamentos de monitoramento sísmico. O objetivo é melhorar a capacidade de detectar tremores sem depender da instalação de um grande número de novos sensores.
Para desenvolver o trabalho, Isabel analisou registros históricos de terremotos e informações sobre a localização de equipamentos já existentes na região de Los Angeles. Com esses dados, criou um programa de computador que simulava diferentes possibilidades de distribuição dos sensores.
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A adolescente utilizou dois modelos matemáticos para comparar os resultados: a soma ponderada e a negociação de Nash, método relacionado à teoria dos jogos. As análises consideraram tanto a eficiência na detecção dos tremores quanto a facilidade de acesso aos equipamentos.
Nas simulações, o modelo de negociação de Nash apresentou os melhores resultados. A pesquisa indicou que a instalação estratégica de cinco sensores poderia aumentar a cobertura de detecção em 16,7%.
Apesar do resultado, a estudante não realizou alterações em uma rede sísmica real. O percentual foi obtido por meio de simulações computacionais e ainda precisa ser validado em condições práticas.
A ideia surgiu quando Isabel, que estudava na James Blair Middle School, encontrou um artigo da revista científica Physics Today sobre as dificuldades enfrentadas pelos pesquisadores para monitorar terremotos. O interesse pelo assunto também estava relacionado a uma experiência pessoal. “Eu mesma passei por um grande terremoto, que realmente me assustou”, contou à Society for Science, organização responsável pela competição.
A partir disso, a jovem decidiu investigar como a matemática poderia contribuir para melhorar o posicionamento dos sensores. O trabalho foi selecionado entre os projetos de estudantes de 17 estados norte-americanos e de Porto Rico.
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Além do interesse pela ciência, Isabel também se dedica à música. Ela toca violino na Williamsburg Youth Orchestra e considera que as duas áreas possuem relações importantes, especialmente no uso de frequências, intervalos e medidas. “Gosto da precisão. Com o tempo, tornou-se uma das minhas atividades favoritas nas horas vagas”, afirmou sobre a matemática.
A estudante também revelou que pretende seguir carreira na engenharia aeroespacial. “Há tanto para descobrir sobre o nosso mundo. Quero participar disso”, declarou.



