Brian Banks, de 26 anos, teve sua condenação por sequestro e estupro anulada em Long Beach, na Califórnia, Estados Unidos, após Wanetta Gibson, responsável pelas acusações, admitir que havia mentido sobre os crimes. O jovem passou seis anos na prisão e continuou enfrentando restrições judiciais mesmo depois de ser libertado. A decisão encerrou uma batalha de aproximadamente dez anos para provar sua inocência.
A reviravolta aconteceu depois que Gibson voltou a procurar Banks pelas redes sociais. Os dois retomaram contato pelo Facebook, ocasião em que ela afirmou querer deixar o passado para trás. Posteriormente, a mulher reconheceu que as acusações de sequestro e estupro não correspondiam ao que havia acontecido.
Banks tinha 17 anos e era estudante quando foi acusado pela então colega. Desde o início, sustentou que a relação íntima entre os dois havia ocorrido de maneira consensual. Apesar disso, acabou aceitando um acordo judicial após receber orientação de seu advogado.
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Na época, o defensor recomendou que ele confessasse os crimes para evitar uma possível sentença que poderia variar de 41 anos de prisão à prisão perpétua. A decisão resultou em seis anos de encarceramento.
Após deixar a prisão, Banks passou a cumprir liberdade condicional. Ele precisava utilizar um equipamento de monitoramento eletrônico e continuava registrado nacionalmente como criminoso, situação que dificultava sua tentativa de retomar a vida.
O contato com Gibson abriu a possibilidade de reverter a condenação. Segundo o relato, ela chegou a se oferecer para ajudá-lo a retirar as acusações de seu histórico criminal, mas demonstrou preocupação com as consequências financeiras de admitir a mentira oficialmente.
Isso porque a mãe de Gibson havia movido uma ação judicial contra escolas de Long Beach, que resultou no pagamento de US$ 1,5 milhão. A mulher temia que a revelação sobre as falsas acusações provocasse a devolução do dinheiro recebido. “Eu quero continuar ajudando você, mas ao mesmo tempo todo aquele dinheiro que nos deram – quer dizer, me deram -, eu não quero ter que devolvê-lo”, disse Gibson a Banks.
Por causa dessa preocupação, ela desistiu de confirmar sua versão aos promotores. Ainda assim, as informações sobre a falsidade das acusações contribuíram para que o caso fosse reavaliado.
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Durante a audiência que resultou na anulação da condenação, Banks chorou enquanto o promotor reconhecia a situação e solicitava à Justiça que a sentença fosse desfeita. A advogada de defesa Alissa Bjerkhoel também se emocionou durante o procedimento.
De acordo com Justin Brooks, advogado do California Innocence Project, as consequências da condenação continuaram afetando Banks mesmo depois de sua saída da prisão. O histórico criminal dificultava sua busca por oportunidades de emprego e a reconstrução de sua rotina.
Apesar dos obstáculos enfrentados ao longo dos anos, Banks continuava treinando com o objetivo de realizar o sonho de se tornar jogador de futebol americano.



