Paisley Morrison-Johnson, de 16 meses, nasceu com a língua do tamanho da de um adulto, na Dakota do Sul, nos Estados Unidos, devido a uma condição genética rara chamada síndrome de Beckwith-Wiedemann (BWS). A menina precisou passar por duas cirurgias para reduzir o órgão, que dificultava sua respiração e impedia que ela mantivesse a língua dentro da boca.
Após os procedimentos, realizados quando Paisley tinha seis e 13 meses, a criança apresentou mudanças na alimentação, na fala e em outras atividades do dia a dia. Segundo a mãe, Madison Kienow, a redução da língua também diminuiu as preocupações relacionadas às dificuldades respiratórias da filha.
“Eu não tenho que me preocupar com asfixias, ela começou a falar, ela pode comer comida de adulto, seus dentes estão começando a nascer agora. Ela deu seus primeiros passos cinco dias atrás”, contou Madison ao BuzzFeed News.
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A condição de Paisley foi identificada logo após seu nascimento. Durante a gravidez, Madison não sabia que a filha apresentava a alteração genética. A descoberta aconteceu quando a mãe precisou ser submetida a uma cesariana de emergência, dois meses antes da data prevista para o parto. “Durante minha cesárea, eles a tiraram e perceberam que sua língua era enorme”, relembrou.
Devido ao tamanho do órgão, os médicos identificaram um risco de comprometimento das vias respiratórias da recém-nascida. Por isso, Paisley precisou receber suporte de um ventilador logo após o nascimento. A situação também impediu que Madison tivesse contato imediato com a filha. “Eu não pude vê-la, tocá-la, ouvir seu choro”, relatou.
Paisley permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal por três meses e meio. Durante esse período, recebeu os diagnósticos relacionados à sua condição.
A síndrome de Beckwith-Wiedemann é uma alteração genética que pode provocar o crescimento excessivo de determinadas partes do corpo. Considerada rara, a condição afeta aproximadamente um em cada 13 mil recém-nascidos.
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Diante das dificuldades provocadas pelo tamanho da língua, os médicos recomendaram uma cirurgia de redução. A primeira intervenção aconteceu quando a menina tinha seis meses, mas foi necessário realizar um segundo procedimento aos 13 meses.
Segundo Madison, até mesmo o profissional responsável pela cirurgia comentou sobre as dimensões do órgão.”O cirurgião ficou: ‘essa é a maior língua que eu já vi na vida, especialmente para esta pequena pessoa'”, contou a mãe.
Com a recuperação, Paisley passou a conseguir realizar atividades que antes eram prejudicadas pela condição. Além de começar a falar e conseguir ingerir alimentos sólidos, a menina apresentou avanços no desenvolvimento, incluindo o nascimento dos dentes e os primeiros passos.



