José Alfredo de Campos, de 10 meses, morreu em Joinville, Santa Catarina, após ser internado com bronquiolite viral. O menino estava entre os 11 recém-nascidos que receberam soro contra picadas de cobra por engano, em vez da vacina contra hepatite B, em julho de 2025. A causa da morte ainda não foi confirmada oficialmente, e a família questiona o atendimento médico prestado à criança.
Segundo os familiares, José Alfredo começou a apresentar febre e teve uma piora no dia seguinte. Ele foi levado ao Hospital São Lucas, em Major Vieira, onde passou por exames e recebeu o diagnóstico de bronquiolite viral.
A mãe, Leila de Campos, relatou que o filho apresentava dificuldades para respirar, estava abatido e não queria se alimentar. Diante do estado de saúde do bebê, ela questionou a demora na solicitação de transferência para o Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria, em Joinville. “Aí eu penso comigo: por que não o transferiram na hora? Por que esperar até o outro dia para pedir a transferência?”, questionou.
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José Alfredo foi transportado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e precisou ser intubado durante o trajeto. Ao chegar à unidade de referência, a mãe recebeu a informação de que o filho estava passando por procedimentos médicos. Pouco depois, foi comunicada sobre a morte.
A causa do óbito deverá ser esclarecida por um laudo técnico, com previsão de conclusão em até 45 dias. Em nota, o Samu informou que a Superintendência de Urgência e Emergência está apurando a atuação da equipe responsável pelo atendimento.
O menino havia sido vítima de um erro na administração de medicamentos no Hospital Santa Cruz de Canoinhas, em julho de 2025. Na ocasião, 11 bebês receberam soro antibotrópico, utilizado no tratamento de acidentes com serpentes, no lugar da vacina contra hepatite B.
Após o episódio, as crianças passaram a receber acompanhamento médico. Segundo as autoridades de saúde, nenhuma delas apresentou complicações imediatas relacionadas à aplicação equivocada.
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Leila, no entanto, acredita que a saúde do filho tenha mudado desde então. “Ele não tinha uma saúde normal. Vivia no antibiótico. Apresentava um sinal de ‘gripezinha’, que eles chamavam assim”, relatou.
A mãe também descreveu como percebeu a mudança no comportamento da criança durante os últimos dias. “A gente conhece o filho que tem, né? Mesmo quando estava doentinho, ele era bem travesso e sempre alegre”, afirmou.
Em manifestação sobre a morte, o Hospital Santa Cruz de Canoinhas informou que a principal suspeita é de que o óbito esteja relacionado à bronquiolite viral. A instituição ressaltou, porém, que não existem evidências científicas de uma relação entre o soro antibotrópico administrado anteriormente e o problema respiratório apresentado pelo menino.



