Madeline Veronique Daly, de 36 anos, declarou-se culpada pelo assassinato do próprio filho, Basil Stoner, de 11 meses, ocorrido em dezembro de 2025, no Novo México, nos Estados Unidos. A mulher havia levado a criança do Wyoming para outro estado, contrariando uma decisão judicial que concedia a guarda emergencial ao pai. O bebê morreu após ser atingido por um disparo dentro de um trailer, e Daly pode ser condenada à prisão perpétua.
O crime aconteceu em uma propriedade rural no condado de Grant, onde a mulher estava com o filho. Policiais foram até o endereço depois de receberem informações sobre uma acusação de sequestro registrada contra ela no Wyoming. Durante a operação, os agentes encontraram Daly em uma construção e observaram quando ela correu em direção a um trailer.
Pouco depois, os policiais ouviram um disparo. Ao entrarem no veículo, localizaram Basil com um ferimento provocado por um tiro no rosto. A criança não resistiu.
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Durante o interrogatório, Daly afirmou que havia retirado o filho do Wyoming porque não aceitava a possibilidade de o pai assumir a guarda. Segundo o relato apresentado pelos investigadores, ela também se opunha à ideia de que o menino precisasse viajar entre Nebraska e Wyoming duas vezes por mês.
A mulher alegou que suas decisões tinham como objetivo proteger Basil. Ao explicar o que pensou quando percebeu a aproximação dos policiais, afirmou: “Jake não pode ficar com Basil”.
De acordo com a investigação, Daly também declarou acreditar que o filho estaria em perigo caso permanecesse com o pai. Ela alegou que a criança “estaria em perigo e seria abusada” e afirmou que o homem “nunca quis ter nada a ver com o menino, nem financeiramente, fisicamente e nem emocionalmente”.
As acusações feitas por Daly contra o pai foram apresentadas como parte de seu depoimento. As informações fornecidas sobre o caso não apontam comprovação dessas alegações.
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Outro trecho do interrogatório chamou a atenção dos investigadores. Segundo o relato atribuído à mulher, ela considerava que a morte do bebê “valeria a pena” se impedisse que o pai e os familiares paternos voltassem a ter contato com a criança.
Antes do crime, uma decisão judicial havia determinado que a guarda emergencial de Basil fosse concedida ao pai. Mesmo assim, Daly deixou o Wyoming com o filho e seguiu para o Novo México, o que resultou em uma acusação de sequestro.
Após a morte da criança, a investigação atribuiu à mãe a responsabilidade pelo disparo ocorrido dentro do trailer. Daly posteriormente admitiu a culpa pelo homicídio em primeiro grau.
Com a declaração de culpa, o processo avança para a definição da sentença. A mulher poderá receber pena de prisão perpétua pelo assassinato do filho.



