
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em entrevistas à imprensa durante o segundo turno da eleição presidencial de 2026. (Foto: Instagram)
O instituto Datafolha apresenta, no início da noite desta quinta-feira, 15 de outubro, a segunda sondagem referente ao segundo turno da eleição presidencial de 2026, que opõe Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), a Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, candidato à reeleição. O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e reúne informações fundamentais para mapear a disputa nos últimos dias antes do pleito.
A pesquisa entrevistou 2.520 eleitores com 16 anos ou mais em todo o território nacional, entre os dias 13 e 15 de outubro, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00466/2026. O grau de confiança do estudo é de 95%, o que significa que as variações apontadas nos percentuais têm margem de erro calculada para esse nível estatístico.
Quando considerados apenas os votos válidos – ou seja, excluídos brancos, nulos e indecisos – a última análise do Datafolha, realizada em 8 de outubro, indicou vantagem de Flávio Bolsonaro, com 52% das intenções de voto, contra 48% de Lula, configuração que permanece em empate técnico de acordo com critérios estatísticos. Essa apuração não leva em conta eleitores que declararam voto em branco, nulo ou ainda não definiram o candidato.
Em outro cenário, que inclui votos em branco, nulos e indecisos, a pesquisa divulgada no início do mês mostrou Flávio Bolsonaro com 49% das preferências e Lula com 45%. Nesse levantamento, 5% dos entrevistados optaram por votar em branco ou nulo e 1% não soube ou não quis responder. Esses números oferecem um panorama mais amplo sobre o comportamento eleitoral, especialmente no que diz respeito ao peso dos votos anulados e à parcela de eleitores ainda sem definição.
Os resultados atualizados, a serem divulgados ao longo desta quinta-feira, devem reforçar ou desafiar as tendências observadas até agora, ajudando a orientar estratégias de campanha e a percepção pública acerca do grau de mobilização de cada candidato. A proximidade entre os percentuais evidencia a importância de disputas de votos em regiões-chave e do convencimento de eleitores indecisos, sobretudo em um cenário que pode se confirmar como tecnicamente empatado.



