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quinta-feira, outubro 15, 2026

Aliados de Lula acreditam que virada depende de melhora nas pesquisas até sexta-feira

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Lula reforça otimismo moderado após aliados apontarem encurtamento da vantagem adversária (Foto: Instagram)

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliaram, em reunião na terça-feira, 13 de outubro, que uma eventual virada contra o senador Flávio Bolsonaro no segundo turno dependerá de uma melhora consistente nas pesquisas eleitorais até o fim desta semana. No encontro, o presidente do PT, Edinho Silva, reuniu lideranças do PSB, PSOL, Rede, PV, PDT e MDB para apresentar levantamentos internos, chamados de “trackings”, que indicam uma redução da vantagem adversária para cerca de dois pontos percentuais nos votos válidos.

O clima dessa reunião foi descrito como mais ameno do que o do encontro anterior, realizado logo após o primeiro turno, quando aliados cobraram ajustes na comunicação e no discurso da campanha. Desta vez, a avaliação geral foi de otimismo moderado: os números internos sugerem que Lula e Flávio Bolsonaro têm se aproximado nos últimos dias, ainda que esses dados não sejam oficiais e, portanto, não possam ser divulgados publicamente.

Políticos presentes apontaram que os resultados das próximas pesquisas serão determinantes para animar a campanha petista na reta final. Nesta quarta-feira, 14, está prevista a divulgação do levantamento da Quaest, logo seguida, na quinta-feira, 15, pela segunda rodada de pesquisas do Datafolha. Na terça, 13, a pesquisa PoderData/Aya mostrou uma diminuição de quatro pontos na diferença entre os dois candidatos: antes em 53% a 47%, no último levantamento passou para 51% a 49%, sempre considerando votos válidos.

O ex-ministro da Infraestrutura e atual senador Renan Filho (MDB), que participou do encontro, afirmou a jornalistas, ao deixar a reunião, que, confirmada essa aproximação nas pesquisas, os aliados de Lula chegarão à última semana de campanha “com a faca nos dentes” para buscar a virada. Ele enfatizou a importância de não desmobilizar a militância e de manter o engajamento em alta até o dia da votação.

Além dos dados numéricos, houve consenso de que as mobilizações realizadas em todo o País desde a semana passada serviram como injeção de ânimo para o grupo petista. Outro ponto elogiado foi a atuação nas redes sociais, considerada bem-sucedida pelos presentes, sobretudo após as mudanças de estratégia implementadas depois do primeiro turno.

Foram discutidas também iniciativas regionais: a sugestão de Renan Filho de reduzir a abstenção por meio de um esforço de base, mobilizando eleitores já simpáticos para atrair parentes e amigos que deixaram de votar no primeiro turno, e a ideia de concentrar esforços em Estados onde o PT mantém maior penetração histórica. Nos próximos dias, Edinho Silva promoverá reuniões setoriais com representantes de cada região para definir estratégias específicas.

Lula manterá a prioridade nos maiores colégios eleitorais, com agenda intensa no Sudeste. Após participar de evento na Avenida Paulista, em São Paulo, no domingo, 11, o presidente viaja a Minas Gerais e ao Rio de Janeiro ainda nesta semana. Na próxima, encerrará a campanha com atos em São Paulo e no Rio, demonstrando empenho pessoal para ampliar seu desempenho nos principais Estados.

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