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sábado, outubro 10, 2026

Trump retoma críticas a Zelensky e afirma que “é hora de a Ucrânia ter um novo presidente”

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Trump e Zelensky: embate por acordo de diesel russo e demanda por nova liderança (Foto: Instagram)

No sábado (10), o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump voltou a criticar o mandatário ucraniano Volodymyr Zelensky, afirmando que “é hora de a Ucrânia ter um novo presidente” diante da incapacidade de encerrar o conflito. O Kremlin saudou as declarações do líder americano.

Trump sugeriu à imprensa na Casa Branca que Kiev eleja um novo chefe de Estado para viabilizar um acordo de paz com Moscou e interromper os ataques ucranianos a refinarias russas, que, segundo ele, agravam o problema global de escassez de diesel.

As observações vieram após os Estados Unidos concluírem um acordo para adquirir grandes volumes de diesel russo, iniciativa celebrada pelo Kremlin e criticada por Zelensky. Kirill Dmitriev, enviado especial para cooperação econômica de Vladimir Putin, definiu o posicionamento de Trump como “icônico e histórico” em publicação na rede X. Desde que Trump e Israel iniciaram ações contra o Irã, os preços dos combustíveis dispararam no mercado americano, e o pacto é visto como forma de aliviar custos para consumidores a menos de um mês das eleições de meio de mandato.

Antes do pronunciamento de Trump, o presidente ucraniano classificou o acordo como uma “decisão fraca” dos EUA, acusando Washington de financiar a guerra russa. Zelensky também lamentou os bombardeios em Zaporizhzhia que mataram pelo menos 20 civis e provocaram blecautes em Kiev.

Pelo contrato, a Rússia fornecerá 300 mil toneladas de diesel a partir de outubro aos Estados Unidos e ao mercado mundial, com perspectiva de elevar essas entregas para um milhão de toneladas em dezembro. O anúncio gerou incertezas sobre a continuidade das negociações de paz iniciadas na Flórida entre representantes americanos e ucranianos, tentativa de retomar a diplomacia que está em impasse desde o início da invasão russa há mais de quatro anos.

O Kremlin informou que o presidente Vladimir Putin recebeu com “compreensão” as propostas americanas de medidas para desescalar o conflito durante telefonema mantido com Trump, que resultou no acordo de exportação de combustível.

Nos últimos meses, a Rússia intensificou seus ataques ao território ucraniano, aumentando o número de vítimas civis. Em Kiev, bombardeios causaram cortes de energia em larga escala e interromperam temporariamente o metrô, deixando seis feridos, cinco deles hospitalizados, segundo o prefeito Vitali Klitschko.

Em sua conta na X, Zelensky alertou que a flexibilização das sanções a produtos petrolíferos russos ficou evidente nas consequências para Kiev. Ele disse ter tratado do tema em conversa com o presidente francês Emmanuel Macron. A Alemanha afirmou apenas que “tomou nota” da decisão dos EUA, reafirmando apoio à Ucrânia e o trabalho conjunto em novas sanções.

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