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sábado, outubro 10, 2026

Condenada à morte nos EUA por injeção letal, Christa Pike desperta e retoma a andar

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Christa Pike caminha na enfermaria após falha de injeção letal no Tennessee (Foto: Instagram)

Christa Pike, de 50 anos, surpreendeu autoridades ao sobreviver a uma execução por injeção letal no Tennessee e, posteriormente, conseguir levantar-se e caminhar dentro do quarto de hospital onde está internada. A detenta, que permanece sob cuidados médicos, apresenta confusão mental e inchaço grave nos braços e nas mãos, com mobilidade bastante reduzida.

Após a aplicação de duas doses de pentobarbital em 30 de setembro, Pike entrou em coma e foi considerada em estado crítico pelas equipes do sistema prisional. Quando ficou evidente que o protocolo não causaria sua morte, ela foi transferida para o Debra K. Johnson Rehabilitation Center, em Nashville, a principal instituição feminina de detenção do estado.

Em entrevista à BBC divulgada em 7 de outubro, o advogado Stephen Ferrell relatou que, pela primeira vez desde o procedimento, Pike conseguiu ficar de pé e caminhar — ainda que apenas dentro do próprio quarto e por alguns passos. Ferrell, que não teve contato direto com a cliente, afirmou ter recebido informações constantes sobre seu progresso físico.

Segundo o defensor, a substância continua a afetar o organismo de Pike, que enfrenta sério comprometimento da força nos membros superiores e permanece com raciocínio instável. “Ela está relativamente lúcida, mas apresenta momentos de confusão, perdendo o fio das ideias e esquecendo o destino imediato ao deslocar-se”, explicou Ferrell, ressaltando a importância de acompanhamento psicológico para a detenta.

A tentativa de execução de Pike é considerada inédita, pois não há registros de outra pessoa que tenha resistido a uma injeção letal. Antes do procedimento, sua equipe jurídica havia alertado para condições de saúde que poderiam dificultar ou impedir o efeito esperado do pentobarbital. Agora, os advogados pedem ao governador do Tennessee, Bill Lee, que converta a pena de morte em prisão perpétua sem liberdade condicional, negando nova aplicação do método letal.

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