Uma viagem espacial realizada a 99,7% da velocidade da luz poderia fazer com que uma pessoa envelhecesse apenas cinco anos enquanto cerca de cinco décadas se passariam na Terra. O fenômeno, conhecido como dilatação temporal, é uma consequência prevista pela Teoria da Relatividade Especial, de Albert Einstein, para situações envolvendo velocidades próximas à da luz.
Em um exemplo, uma pessoa que deixasse a Terra aos 15 anos e permanecesse cinco anos em uma nave nessas condições retornaria aos 20. Durante o mesmo intervalo, porém, aproximadamente 50 anos teriam transcorrido para quem permaneceu no planeta.
++ Sobrevivente de queimaduras graves se torna bombeiro e passa a ajudar crianças vítimas do fogo
Com isso, amigos que também tivessem 15 anos no momento da partida estariam por volta dos 65 quando o viajante retornasse. Para quem estivesse dentro da nave, os cinco anos transcorreriam normalmente.
A diferença na passagem do tempo está relacionada à velocidade do movimento. Quanto mais um objeto se aproxima da velocidade da luz, maior pode ser a diferença entre o tempo medido por quem está viajando e aquele registrado por um observador que permaneceu na Terra.
++ Mulher vai ao quiropraxista por dor de cabeça e sofre três AVCs após ajuste no pescoço
O cálculo desse efeito envolve o chamado fator de Lorentz, utilizado para determinar como as medidas de tempo mudam entre observadores em diferentes condições de movimento. Dessa forma, o viajante envelheceria cinco anos enquanto, no exemplo apresentado, a Terra avançaria aproximadamente cinco décadas.
A dilatação temporal mostra uma das consequências da relatividade: a passagem do tempo não é igual para todos os observadores e pode variar de acordo com o movimento e a velocidade.



