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quarta-feira, setembro 16, 2026

Jovem convive com síndrome rara: “Minha condição me faz linda”

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Chelsea Langerud, de 22 anos, foi diagnosticada com a síndrome óculo-facio-cardio-dental (OFCD), uma condição genética rara que afeta principalmente mulheres e pode comprometer os olhos e os dentes. Após passar por 19 cirurgias oculares ao longo da vida, ela decidiu compartilhar sua história.

Aos seis semanas de vida, Chelsea passou pela primeira cirurgia após ser diagnosticada com catarata bilateral. O procedimento realizado no olho direito não teve sucesso, e ela perdeu a visão desse lado. No olho esquerdo, a lente cristalina precisou ser retirada, fazendo com que ela passasse a utilizar uma lente de contato especial.

Ao longo da vida, a americana precisou passar por diversos procedimentos médicos. Entre eles, foram 19 cirurgias nos olhos. As consequências da condição também apareceram na saúde bucal, com dificuldades para a retirada dos dentes de leite durante a infância.

Chelsea precisou realizar extrações dentárias e, posteriormente, utilizou aparelho para alinhar a arcada dentária. Apesar do histórico de problemas de saúde e dos procedimentos realizados desde bebê, ela e a família só descobriram que as alterações estavam relacionadas à síndrome em 2011.

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A síndrome óculo-facio-cardio-dental é uma condição genética considerada rara, com ocorrência estimada em uma pessoa a cada milhão. A doença aparece principalmente em mulheres e costuma apresentar os primeiros sinais ainda durante a infância.

Atualmente, Chelsea é estudante de design gráfico e utiliza as redes sociais, incluindo o TikTok, para falar sobre sua experiência e ampliar o conhecimento sobre a condição. Durante anos, porém, ela preferiu esconder sua história.

“Eu escondi minha história por anos na esperança de me misturar com a multidão enquanto me conformava com normas sociais que me cercavam durante meu crescimento. O que eu não percebi antes mas que percebo agora é que não tenho absolutamente nada para esconder, e eu estou livre para estar em meio a sociedade”, escreveu em uma publicação nas redes sociais.

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A experiência também mudou a maneira como Chelsea enxerga a própria condição. Ao falar sobre o impacto da síndrome em sua vida, ela afirmou: “Minha condição me faz linda, me faz forte e me faz corajosa”.

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