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quarta-feira, setembro 16, 2026

Trump defende presidente da FIFA para comandar a ONU após saída de António Guterres

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a defender o nome de Gianni Infantino, atual presidente da FIFA, para assumir o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A possibilidade surge com o fim do mandato do português António Guterres, previsto para 31 de dezembro deste ano.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal New York Post, Trump considera que a organização internacional deveria ser liderada por um nome “alternativo” e vê em Infantino uma figura de prestígio internacional para ocupar o posto.

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Escolha depende do Conselho de Segurança

Apesar da manifestação de apoio do presidente norte-americano, a nomeação do futuro secretário-geral da ONU depende de um processo diplomático. O candidato precisa ser recomendado pelo Conselho de Segurança, composto por 15 países-membros, antes de ser aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

Nos últimos anos, a relação entre Trump e Infantino tornou-se cada vez mais próxima. Desde o retorno do republicano à Casa Branca, em janeiro de 2025, os dois participaram de diversos eventos oficiais e apareceram juntos em cerimônias ligadas ao futebol internacional.

Essa proximidade ganhou ainda mais visibilidade durante a Copa do Mundo de 2026, realizada em Estados Unidos, México e Canadá, quando ambos dividiram o palco em diferentes compromissos públicos.

Relação gera críticas

A aproximação entre o dirigente da FIFA e o presidente americano também provocou questionamentos de parte da comunidade internacional.

No início deste ano, Infantino entregou a Trump o primeiro Prêmio da Paz da FIFA, homenagem concedida, segundo a entidade, em reconhecimento a ações voltadas à promoção da paz e da união entre os povos. A iniciativa, porém, foi alvo de críticas de analistas e organizações que defendem maior neutralidade política por parte da federação.

Outro episódio que gerou repercussão ocorreu durante a Copa do Mundo de 2026. Após a expulsão do atacante norte-americano Folarin Balogun, Trump entrou em contato com Infantino pedindo a revisão da suspensão aplicada ao jogador. Posteriormente, a punição foi anulada, decisão que levantou questionamentos sobre uma possível interferência política em assuntos esportivos.

O caso motivou pedidos de investigação por integrantes do Parlamento Europeu e críticas da organização FairSquare, que acusou o dirigente de comprometer a independência institucional da FIFA.

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Infantino defende independência da entidade

Em resposta às críticas, Gianni Infantino afirmou que os processos disciplinares da FIFA seguem regras próprias e são conduzidos por órgãos independentes.

Segundo o dirigente, durante a conversa com Trump, ele apenas explicou que o caso seria analisado pelas instâncias competentes da federação, ressaltando que a autonomia da entidade é essencial para preservar a credibilidade e a integridade do futebol mundial.

Embora o apoio de Trump coloque o nome de Infantino em evidência, uma eventual candidatura ao comando da ONU ainda dependeria do complexo processo de negociação entre os países que integram o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral das Nações Unidas.

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