A comemoração da seleção argentina após a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na semifinal da Copa do Mundo de 2026, ganhou repercussão além do futebol. Depois do apito final, jogadores da equipe estenderam uma faixa com a frase “Las Malvinas son Argentinas”, em referência à histórica reivindicação de soberania sobre o arquipélago administrado pelo Reino Unido.
O gesto provocou reações imediatas no cenário internacional. Enquanto autoridades britânicas criticaram a manifestação, integrantes do governo dos Estados Unidos, país que sedia o Mundial, defenderam o direito dos atletas à livre expressão.
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A posição norte-americana foi apresentada por Andrew Giuliani, responsável pela força-tarefa do governo dos EUA para assuntos ligados à FIFA. Segundo ele, a Constituição americana garante a liberdade de manifestação, permitindo que os jogadores expressem suas opiniões durante a competição. “Acreditamos em nossos direitos da primeira emenda aqui nos Estados Unidos da América”, afirmou.
A disputa pelas Ilhas Malvinas — chamadas de Falklands pelos britânicos — é um dos temas mais sensíveis da política externa entre Argentina e Reino Unido. O território foi palco de uma guerra em 1982, quando tropas argentinas ocuparam o arquipélago e enfrentaram forças britânicas. O conflito terminou com a retomada das ilhas pelo Reino Unido e deixou mais de 900 mortos.
Atualmente, a Argentina sustenta que o arquipélago faz parte de seu território e que a ocupação britânica ocorreu de forma ilegítima no século XIX. Já o governo britânico afirma que a soberania está respaldada pelo desejo da população local de permanecer sob administração do Reino Unido.
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Após o episódio na Copa, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, apoiou pedidos para que a FIFA investigue a manifestação, defendendo que questões políticas não devem fazer parte das competições esportivas. O secretário de Negócios do Reino Unido, Peter Kyle, também criticou a atitude dos jogadores, classificando-a como uma violação das normas da entidade sobre manifestações políticas em campo.
O caso agora está sob análise do comitê disciplinar da FIFA, que avaliará se houve descumprimento do regulamento da competição. O governo das Ilhas Falklands também manifestou descontentamento com a ação, afirmando que a faixa desconsidera a história e a vontade dos moradores do arquipélago.
A entidade tem precedentes em casos semelhantes. Em outras competições, atletas já foram punidos por manifestações relacionadas a disputas territoriais, o que faz crescer a expectativa sobre uma eventual decisão envolvendo a seleção argentina.
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