Em seu primeiro pronunciamento oficial direcionado aos Estados Unidos desde o início do pontificado, o papa Leão XIV defendeu a adoção de políticas públicas voltadas à proteção da vida humana em todas as suas etapas. A mensagem foi transmitida nesta sexta-feira (3), durante uma cerimônia realizada na Filadélfia em comemoração aos 250 anos da independência norte-americana.
Na ocasião, o líder da Igreja Católica afirmou que espera que o país fortaleça sua legislação para garantir a proteção da vida “desde a concepção até a morte natural”, tema que integra a doutrina da Igreja e frequentemente aparece em manifestações do Vaticano sobre questões sociais e éticas.
“A grandeza moral de uma nação manifesta-se, sobretudo, na sua capacidade de apoiar, proteger e valorizar a vida de todos, especialmente a dos mais vulneráveis e daqueles cujo valor é questionado”, declarou o pontífice.
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A mensagem foi exibida em uma transmissão promovida pelo Vaticano para o National Constitution Center, instituição dedicada à preservação da história constitucional dos Estados Unidos. Durante o evento, Leão XIV recebeu a Medalha da Liberdade, homenagem destinada a personalidades reconhecidas pela contribuição à promoção da liberdade no mundo.
Além da defesa da vida, o papa ressaltou o papel histórico da imigração na formação da sociedade norte-americana. Nascido em Chicago, ele destacou que a acolhida de imigrantes ajudou a consolidar os Estados Unidos como referência internacional de liberdade e incentivou o país a permanecer fiel aos princípios que inspiraram sua fundação.
“Este aniversário histórico nos oferece a oportunidade de refletir mais uma vez sobre os princípios fundadores da nação, na esperança de que a América permaneça sempre fiel ao sonho que lhe rendeu o título de terra dos livres e lar dos corajosos”, afirmou.
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Leão XIV também destacou que valores como unidade, justiça e paz devem continuar orientando o futuro do país. Embora não tenha mencionado autoridades norte-americanas nominalmente, o discurso ocorre em um período de intenso debate sobre as políticas migratórias dos Estados Unidos.
Nas últimas semanas, o pontífice já havia manifestado preocupação com medidas restritivas voltadas aos migrantes, afirmando que a história avaliaria a atuação de líderes que adotassem políticas severas contra essa população. A declaração antecedeu sua visita à ilha italiana de Lampedusa, um dos principais destinos de pessoas que atravessam o Mar Mediterrâneo em busca de refúgio.
A Medalha da Liberdade entregue ao papa é concedida pelo National Constitution Center a personalidades de destaque internacional. Entre os homenageados de anos anteriores estão George W. Bush, Laura Bush, Hillary Clinton, Volodymyr Zelensky e o Dalai Lama.
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