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quarta-feira, setembro 16, 2026

Estudo sugere existência de “tempo negativo” na mecânica quântica

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Um grupo internacional de físicos afirma ter confirmado experimentalmente um dos fenômenos mais intrigantes da mecânica quântica: partículas de luz podem aparentar passar um “tempo negativo” ao atravessar uma nuvem de átomos ultrafrios.

O estudo foi publicado na revista científica Physical Review Letters e reacendeu discussões acadêmicas sobre a natureza do tempo no universo microscópico. Apesar disso, os pesquisadores reforçam que o fenômeno não representa uma viagem temporal nem viola as leis da física conhecidas.

O experimento analisou o comportamento de fótons — partículas fundamentais da luz — durante a travessia por uma nuvem de átomos resfriados a temperaturas extremamente baixas.

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Normalmente, quando um fóton interage com um átomo, ele pode ser temporariamente absorvido antes de ser emitido novamente. Esse processo costuma gerar um pequeno atraso na passagem da luz. Porém, em determinadas condições observadas pelos cientistas, os fótons aparentavam sair da nuvem antes mesmo de terem “entrado completamente” nela.

Fenômenos semelhantes já haviam sido propostos desde os anos 1990, mas ainda existiam dúvidas sobre se o efeito seria apenas consequência estatística do comportamento coletivo das partículas.

Para investigar isso, os pesquisadores utilizaram uma técnica chamada “weak measurements” — ou “medições fracas” —, capaz de realizar observações quânticas extremamente delicadas sem interferir significativamente no sistema analisado.

O método exigiu cerca de um milhão de repetições do experimento para que fosse possível identificar um padrão confiável em meio ao ruído estatístico.

Segundo os resultados, os próprios átomos indicavam um “tempo médio negativo” de interação com alguns fótons transmitidos. Em termos matemáticos, era como se a luz tivesse permanecido um intervalo negativo dentro da nuvem atômica.

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Apesar da conclusão aparentemente paradoxal, os físicos explicam que o chamado “tempo negativo” não significa que o tempo esteja correndo para trás. O fenômeno surge de efeitos de interferência quântica e das propriedades probabilísticas que governam o comportamento das partículas em escala microscópica.

Os pesquisadores destacam que o resultado não contradiz a Teoria da Relatividade de Albert Einstein nem permite enviar informações ao passado.

Na prática, o estudo é interpretado como mais uma demonstração de como a mecânica quântica pode produzir comportamentos extremamente contraintuitivos — especialmente quando conceitos clássicos, como espaço e tempo, são aplicados ao universo subatômico.

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