O míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat, conhecido no Ocidente como “Satanás II”, voltou a chamar atenção internacional após a Rússia anunciar um novo teste considerado bem-sucedido do armamento. O sistema é apontado pelo governo de Vladimir Putin como um dos pilares da modernização nuclear russa e foi descrito pelo Kremlin como “o míssil mais poderoso do mundo”.
Projetado para substituir os antigos modelos soviéticos Voyevoda, o Sarmat faz parte de um amplo programa militar iniciado por Moscou ainda nos anos 2000 para atualizar seu arsenal estratégico. Segundo autoridades russas, o armamento deverá entrar oficialmente em operação até o fim deste ano.
O Sarmat é um míssil balístico intercontinental movido a combustível líquido e desenvolvido para transportar ogivas nucleares a longas distâncias. De acordo com o governo russo, ele possui capacidade para atingir alvos em praticamente qualquer região do planeta e pode utilizar diferentes trajetórias de voo, incluindo rotas suborbitais, o que dificultaria sua interceptação por sistemas de defesa antimísseis.
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O apelido “Satanás II” surgiu fora da Rússia, em referência ao antigo míssil soviético SS-18 Satan, utilizado durante a Guerra Fria. Embora Moscou não utilize oficialmente essa nomenclatura, o nome acabou popularizado internacionalmente pelo potencial destrutivo associado ao armamento.
Segundo declarações divulgadas pelo Kremlin, o sistema teria potência superior à de modelos equivalentes desenvolvidos por países ocidentais. Putin afirmou que o míssil seria capaz de superar “todos os sistemas atuais e futuros de defesa antimísseis”. Ainda assim, especialistas internacionais demonstram cautela diante das informações divulgadas pela Rússia e questionam parte das capacidades anunciadas oficialmente.
O desenvolvimento do Sarmat começou em 2011, mas enfrentou atrasos ao longo da última década. Relatórios internacionais chegaram a apontar falhas em testes anteriores, incluindo uma explosão registrada durante uma tentativa de lançamento em 2024.
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Além do Sarmat, a Rússia vem investindo em uma nova geração de armamentos estratégicos, incluindo o veículo hipersônico Avangard, o míssil Kinzhal e o drone submarino nuclear Poseidon.
O fortalecimento desse arsenal ganhou ainda mais destaque após o início da guerra na Ucrânia, em 2022, período em que Moscou passou a intensificar discursos relacionados ao poderio nuclear russo em meio ao aumento das tensões com os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
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