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quarta-feira, setembro 16, 2026

PF amplia investigação do caso Banco Master e reduz dependência de delação de Vorcaro

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O avanço das investigações sobre a fraude bilionária envolvendo o Banco Master levou a Polícia Federal a reavaliar a importância da possível delação premiada do empresário Daniel Vorcaro. Com novas provas reunidas nas etapas mais recentes da Operação Compliance Zero, investigadores acreditam que já possuem elementos suficientes para concluir parte do inquérito mesmo sem um acordo formal de colaboração.

A mudança de cenário ocorreu após a quinta fase da operação atingir nomes ligados ao chamado Centrão e ampliar o alcance político das apurações. Entre os novos alvos está o senador Ciro Nogueira, citado em mensagens interceptadas pela investigação. Segundo a PF, os diálogos indicariam supostos repasses financeiros em troca de favorecimento político.

Além disso, a operação resultou na prisão de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, apontado pelos investigadores como integrante do núcleo financeiro da organização investigada. Também foram apreendidos celulares, computadores e outros materiais considerados estratégicos para o aprofundamento das apurações.

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Nos bastidores, integrantes da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República avaliam que a proposta de delação apresentada pela defesa de Vorcaro estaria incompleta e sem informações inéditas relevantes. A suspeita é de que o empresário estaria tentando preservar determinados nomes envolvidos no esquema, o que poderia comprometer a validade do acordo.

A legislação exige que delações premiadas sejam acompanhadas de provas concretas capazes de confirmar os relatos apresentados. Por isso, autoridades não descartam rejeitar o pedido de colaboração caso entendam que as informações oferecidas não tragam avanços efetivos para o caso.

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Preso preventivamente desde março, Daniel Vorcaro segue pressionando a defesa para tentar obter liberdade por meio de habeas corpus. No entanto, investigadores avaliam que a quantidade de provas já reunidas dificulta qualquer possibilidade de soltura no curto prazo.

A operação investiga suspeitas de fraudes financeiras relacionadas à venda de carteiras de crédito supostamente irregulares ao Banco de Brasília. A expectativa dentro da PF é que novas fases da investigação ainda sejam realizadas nas próximas semanas.

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