A Organização Mundial da Saúde alertou nesta quinta-feira que novos casos de hantavírus ainda podem surgir após o surto registrado a bordo do navio MV Hondius, cruzeiro que percorre o Oceano Atlântico e já teve três mortes relacionadas à doença.
Segundo a OMS, o risco de disseminação global permanece baixo, mas autoridades internacionais seguem monitorando passageiros e tripulantes devido ao longo período de incubação da cepa Andes do vírus — a única conhecida por apresentar possibilidade de transmissão entre humanos.
Até o momento, oito casos foram identificados:
- cinco confirmados;
- três suspeitos;
- três mortes registradas.
Entre as vítimas estão um casal holandês e uma passageira alemã.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o período de incubação pode chegar a seis semanas, o que mantém a possibilidade de novos diagnósticos nas próximas semanas.
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Apesar do alerta, a entidade reforçou que o hantavírus possui potencial de transmissão muito inferior ao da covid-19.
“Não é o começo de uma pandemia”, afirmou Maria Van Kerkhove, responsável pela área de preparação para epidemias da OMS.
O MV Hondius segue navegando em direção às Ilhas Canárias, onde cerca de 150 passageiros e tripulantes devem iniciar processo de evacuação e exames médicos a partir da próxima segunda-feira.
As autoridades internacionais acompanham viajantes de aproximadamente 20 países. Há passageiros hospitalizados ou monitorados em:
- Alemanha;
- Suíça;
- Países Baixos;
- África do Sul.
A origem do foco ainda não foi confirmada. O primeiro passageiro que morreu apresentou sintomas poucos dias após o embarque, indicando que a infecção pode ter ocorrido antes da viagem.
Segundo investigações sanitárias, o casal holandês havia passado por regiões da Argentina, Chile e Uruguai antes de embarcar no cruzeiro.
Autoridades argentinas e chilenas ainda tentam identificar onde ocorreu o primeiro contágio.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, saliva ou fezes de roedores contaminados. Os sintomas iniciais costumam incluir:
- febre;
- dores musculares;
- fadiga;
- dor de cabeça.
Nos casos graves, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória aguda.
Atualmente, não existe vacina nem tratamento específico contra a infecção. O atendimento é baseado em suporte hospitalar intensivo e monitoramento respiratório.
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