O governo federal avalia incluir recursos do FGTS em estratégias para reduzir o endividamento das famílias brasileiras, que atingiu níveis recordes nos últimos meses. A proposta está entre as alternativas discutidas pela equipe econômica para enfrentar a alta da inadimplência.
A possibilidade foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que destacou que o uso do fundo ainda depende de análises conjuntas com o Ministério do Trabalho e Emprego. A ideia, segundo ele, é permitir que os recursos sejam utilizados no refinanciamento de dívidas, caso a medida seja considerada viável.
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Pacote vai além do FGTS
O uso do fundo é apenas uma das frentes em discussão. O governo também trabalha em um conjunto mais amplo de ações voltadas à renegociação de dívidas em condições mais favoráveis, abrangendo diferentes perfis — desde famílias até microempreendedores individuais e pequenas empresas.
“Vai ter mais de uma linha […] para que a gente consiga reperfilar e renegociar dívida, e oferecer uma posição melhor para essas pessoas”, afirmou o ministro.
Entre as medidas analisadas, está ainda a criação de mecanismos que limitem o reendividamento, especialmente com gastos em apostas digitais. A proposta busca evitar que beneficiários de programas de renegociação voltem rapidamente a contrair novas dívidas.
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Endividamento em nível recorde
A discussão ocorre em meio ao avanço do endividamento no país. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC), cerca de 80,4% das famílias brasileiras estavam endividadas em março, o maior índice já registrado.
A inadimplência, por sua vez, atingiu 29,6%, enquanto 12,3% dos entrevistados afirmaram não ter condições de quitar suas dívidas.
Diante desse cenário, o governo pretende apresentar, nos próximos dias, um pacote de medidas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco em reduzir a pressão financeira sobre as famílias e reorganizar o crédito no país.
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