O sistema Pix se consolidou como o principal meio de pagamento no país e já concentra mais da metade das operações financeiras realizadas no Brasil. Dados divulgados pelo Banco Central do Brasil mostram que a ferramenta respondeu por 54,7% das transações no segundo semestre de 2025.
No período, foram registradas 78,4 bilhões de operações, movimentando cerca de R$ 68,2 trilhões. Em relação ao mesmo intervalo de 2024, houve crescimento de 12,9% no número de transações e de 14,1% no volume financeiro.
Lançado em 2020, o Pix teve uma expansão acelerada e, em poucos anos, passou a liderar o sistema de pagamentos nacional, superando métodos tradicionais como dinheiro em espécie, DOC, TED e até cartões.
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Cartões perdem espaço, mas seguem relevantes
Apesar do avanço do Pix, os cartões ainda ocupam uma fatia significativa do mercado. No mesmo período, responderam por 30,4% das transações, somando 23,8 bilhões de operações.
Entre as modalidades, o crédito apresentou crescimento de 9,4%, enquanto os cartões pré-pagos avançaram 2,2%. Já o débito manteve estabilidade, com leve recuo de 0,2%.
Dinheiro em queda
O uso de dinheiro físico segue em trajetória de redução. Os saques totalizaram 1,1 bilhão de transações, uma queda de 13,8% na comparação anual.
A diminuição foi observada em diferentes canais, incluindo agências bancárias, caixas eletrônicos e correspondentes. Em paralelo, soluções digitais seguem ganhando espaço no cotidiano da população.
Novas funcionalidades impulsionam crescimento
O Pix também avança em novas frentes. O serviço de saque via Pix, por exemplo, alcançou 8,5 milhões de transações no período, com alta de 20,9% em relação ao ano anterior.
A combinação de praticidade, gratuidade para pessoas físicas e disponibilidade em tempo real tem impulsionado a adesão ao sistema, que já se firmou como peça central na transformação do comportamento financeiro no Brasil.
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