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quarta-feira, setembro 16, 2026

Cafeína pode ajudar a proteger memória após noites mal dormidas, sugere estudo

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Um estudo conduzido pela Universidade Nacional de Singapura aponta que a cafeína pode proteger — e até reverter — prejuízos de memória causados pela falta de sono. A pesquisa foi publicada na revista Neuropsychopharmacology e analisou os efeitos da substância em testes com camundongos.

Os cientistas focaram na região CA2 do hipocampo, área do cérebro associada à chamada memória social — responsável por reconhecer indivíduos já encontrados anteriormente. Nos experimentos, animais privados de sono apresentaram dificuldade nessa identificação. Já aqueles que receberam cafeína antes da privação não mostraram o mesmo nível de comprometimento.

Além disso, quando a substância foi aplicada diretamente em tecidos cerebrais, houve melhora na comunicação entre neurônios, mesmo sem exposição prévia. Segundo os pesquisadores, isso indica que a cafeína atua diretamente nos mecanismos cerebrais afetados pela falta de descanso.

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O estudo também identificou o papel da adenosina, uma substância que se acumula no cérebro durante períodos prolongados acordado e está ligada à sensação de sono. A privação aumenta essa sinalização, prejudicando circuitos de memória. A cafeína, por sua vez, reduz esse efeito, ajudando a restaurar o funcionamento dessas conexões.

“A privação do sono não apenas deixa você cansado. Ela interrompe seletivamente circuitos importantes da memória”, afirmou o pesquisador Lik-Wei Wong. “Descobrimos que a cafeína pode reverter essas interrupções tanto nos níveis moleculares quanto comportamentais.”

Apesar dos resultados promissores, os cientistas destacam que os testes foram realizados apenas em animais. Ainda são necessários estudos em humanos para confirmar se o mesmo efeito ocorre em diferentes contextos e hábitos de consumo.

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A pesquisa também reforça a relação entre sono e saúde cognitiva. A falta de descanso já foi associada ao aumento do risco de doenças como demência, e entender os mecanismos envolvidos pode abrir caminho para novas estratégias de prevenção.

Embora o café não substitua uma boa noite de sono, os resultados sugerem que a cafeína pode ter um papel mais complexo no cérebro — atuando não apenas como estimulante, mas também como possível aliada na preservação da memória.

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