Um cenário incomum chamou a atenção na Austrália Ocidental: o céu ganhou tons intensos de vermelho e laranja após a passagem do ciclone tropical Narelle. As imagens viralizaram nas redes sociais, levando muitos a questionarem se o fenômeno era real — mas a explicação está na ciência.
O ciclone atingiu áreas como Shark Bay e levantou grandes quantidades de poeira do solo. Esse material ficou suspenso na atmosfera, criando uma espécie de névoa que alterou completamente a coloração do céu, do mar e até das construções.
A origem da cor está no próprio solo australiano. Grande parte da região é rica em ferro, que, ao longo de milhões de anos, passou por um processo de oxidação — semelhante ao enferrujamento. Isso gera partículas com tonalidade avermelhada.
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Segundo explicação da NOAA, ambientes quentes e secos favorecem esse tipo de transformação química, intensificando a presença de óxidos de ferro no solo.
Quando os ventos do ciclone levantaram essa poeira, as partículas passaram a interagir com a luz solar. Nesse processo, conhecido como espalhamento da luz, as cores de menor comprimento de onda — como o azul — se dispersam mais facilmente, enquanto tons mais longos, como vermelho e laranja, predominam.
O resultado foi um efeito visual impressionante, que transformou a paisagem em um cenário quase surreal.
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Outro fator que contribui para esse fenômeno é a antiguidade do solo australiano. Diferentemente de regiões que passaram por eras glaciais, grande parte da Austrália não teve sua superfície renovada recentemente, permitindo o acúmulo desses minerais ao longo de milhões de anos.
Embora raro, o fenômeno não é inédito e pode ocorrer em regiões áridas quando há combinação de ventos fortes, solo rico em ferro e condições atmosféricas específicas.
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