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quarta-feira, setembro 16, 2026

Raros e ameaçados, sauins-de-coleira nascem pela primeira vez em zoológico de São Paulo

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O Parque Zoológico de São Paulo registrou um acontecimento inédito em sua história recente: o nascimento de dois filhotes de sauim-de-coleira, primata brasileiro classificado como criticamente ameaçado de extinção. O episódio é considerado um avanço relevante dentro dos programas de conservação da fauna nacional.

Os animais nasceram no fim de fevereiro, após um período de gestação estimado em cinco meses. Eles são descendentes de um casal que passou a integrar o zoológico em 2025. Segundo a equipe técnica, o parto ocorreu sem intercorrências, e os filhotes seguem sendo cuidados diretamente pelos pais.

O comportamento da espécie chama atenção pelo cuidado compartilhado. Embora a fêmea seja responsável pela amamentação, tanto ela quanto o macho participam ativamente da criação, revezando funções como transporte, proteção e higiene dos recém-nascidos — um padrão essencial para o desenvolvimento saudável dos pequenos.

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Conhecido cientificamente como Saguinus bicolor, o sauim-de-coleira é encontrado exclusivamente na Amazônia brasileira, sobretudo na região de Manaus. De porte reduzido, o animal se destaca pelo contraste entre o rosto escuro e a pelagem clara que forma uma espécie de “colar” ao redor da cabeça e do tórax.

Apesar da aparência marcante, a espécie enfrenta uma situação crítica. A perda acelerada de habitat, impulsionada pelo avanço urbano e pelo desmatamento, colocou o primata entre os mais ameaçados do país.

Nesse cenário, a reprodução em ambiente controlado ganha importância estratégica. A iniciativa integra um programa coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que articula esforços entre diferentes instituições para garantir a sobrevivência da espécie.

Além de funcionar como um mecanismo de preservação genética, a criação em cativeiro permite o monitoramento contínuo da saúde e do comportamento dos animais, contribuindo para pesquisas científicas e futuras ações de reintrodução na natureza.

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Nos próximos meses, os filhotes devem iniciar a transição alimentar, com a inclusão gradual de sólidos e o processo de desmame. Essa fase marca o início da independência, quando começam a explorar o ambiente e desenvolver habilidades fundamentais para a sobrevivência.

A nova família já pode ser observada pelo público, que acompanha de perto o crescimento dos animais — uma oportunidade que também reforça o papel educativo dos zoológicos na conscientização sobre espécies ameaçadas.

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