O Tribunal Superior Eleitoral retoma nesta terça-feira (24) o julgamento que pode resultar na inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A análise estava suspensa desde o início do mês após pedido de vista do ministro Nunes Marques, que decidiu antecipar a devolução do processo.
Até o momento, o placar está em 2 a 0 pela condenação. Já votaram a relatora Isabel Gallotti e o ministro Antonio Carlos Ferreira, ambos favoráveis à cassação e à declaração de inelegibilidade. Ainda faltam os votos de outros cinco integrantes da Corte.
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Acusações envolvem uso eleitoral de recursos
A ação aponta supostos desvios de verbas públicas para impulsionar a campanha eleitoral de 2022. As irregularidades teriam ocorrido em projetos vinculados à Fundação Ceperj e à Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Entre as iniciativas citadas estão programas sociais e culturais que, segundo a acusação, teriam sido utilizados com finalidade eleitoral. A denúncia sustenta que houve abuso de poder político e econômico.
Em instância anterior, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro reconheceu falhas administrativas nos projetos, mas concluiu que não houve impacto direto no resultado das eleições.
Renúncia e articulação política
Com a retomada do julgamento, Castro esteve recentemente em Brasília em busca de apoio político e jurídico. Na véspera da retomada, ele anunciou a renúncia ao cargo, movimento interpretado como tentativa de reduzir desgastes para seu partido e preservar capital político para as eleições de 2026.
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Outros casos na pauta
A Corte eleitoral também enfrenta pressão para retomar outro julgamento relevante, envolvendo o governador de Roraima, Antonio Denarium, e seu vice, Edilson Damião. Eles são acusados de irregularidades durante o período eleitoral de 2022, incluindo distribuição de benefícios sociais.
O desfecho dos casos pode influenciar o cenário político em diferentes estados, especialmente às vésperas do próximo ciclo eleitoral.
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