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quarta-feira, setembro 16, 2026

Falha geológica na América do Norte pode desencadear megaterremoto acima de magnitude 9

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Uma das regiões sísmicas mais monitoradas do planeta voltou ao centro das atenções após um novo estudo indicar que a Zona de Subducção de Cascadia pode gerar um terremoto de proporções extremas. Localizada entre o Canadá e a costa oeste dos Estados Unidos, a falha tem potencial para produzir um evento superior à magnitude 9.

A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade de Washington e publicada na revista Science Advances, analisou mais de uma década de dados sobre movimentações do solo. Os resultados mostram que o comportamento da falha é mais heterogêneo do que se pensava, com áreas que permanecem travadas e outras mais ativas.

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Pressão acumulada e liberação parcial

Na região norte da falha, os dados indicam que as placas tectônicas seguem presas, acumulando tensão ao longo do tempo. Já na porção central, os pesquisadores identificaram sinais de maior atividade, incluindo terremotos de movimento lento e circulação de fluidos subterrâneos.

Esses fluidos funcionariam como um mecanismo natural de alívio de pressão, reduzindo temporariamente o acúmulo de energia entre as placas. Ainda assim, os cientistas alertam que isso não elimina o risco de um grande evento.

“Ainda é preliminar, mas acreditamos que as trajetórias variáveis dos fluidos em Cascadia irão alterar o comportamento de grandes terremotos na falha”, afirmou a pesquisadora Marine Denolle.

Um risco que se acumula há séculos

A placa de Juan de Fuca avança lentamente sob a placa Norte-Americana, em um processo contínuo que gera tensão geológica. Quando esse limite é rompido, ocorre o chamado terremoto de megadeslizamento — um dos mais destrutivos já registrados.

O último grande evento desse tipo na região aconteceu no ano 1700. Estudos atuais estimam que há entre 10% e 15% de chance de uma nova ruptura completa ocorrer nos próximos 50 anos.

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Estrutura fragmentada pode influenciar impacto

Pesquisas recentes também indicam que a falha pode ser dividida em diferentes segmentos, o que pode limitar ou modificar a propagação de um terremoto ao longo de toda sua extensão.

No estudo mais recente, cientistas analisaram dados de monitoramento próximos à Ilha de Vancouver e à costa do Oregon. A variação na velocidade das ondas sísmicas ajudou a identificar mudanças na compressão das rochas e na presença de fluidos no subsolo.

Segundo a pesquisadora Maleen Kidiwela, entender essas diferenças é essencial para prever o comportamento da falha. “Se houver formas de liberar esses fluidos, isso pode contribuir para maior estabilidade e influenciar como um grande terremoto se desenvolve”, explicou.

Apesar dos avanços, os especialistas ressaltam que ainda há muito a ser investigado. Novos dados vêm sendo coletados por observatórios submarinos instalados na região, em um esforço contínuo para compreender melhor os riscos associados a esse sistema geológico.

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