O Brasil figura entre as nações mais satisfeitas do mundo, segundo a mais recente edição do índice global de felicidade divulgado pelo instituto Ipsos. O país aparece na sétima posição do ranking, com 80% da população afirmando se considerar feliz — o maior patamar registrado desde o início da série histórica, em 2011.
O estudo foi conduzido em 29 países entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, ouvindo mais de 23 mil adultos. No recorte brasileiro, mil pessoas participaram da pesquisa. O resultado representa um avanço em relação ao ano anterior, consolidando uma tendência de crescimento na percepção de bem-estar no país.
No cenário internacional, Indonésia e Holanda lideram o ranking, com 85% e 84% de população satisfeita, respectivamente. Na outra ponta, Hungria e Coreia do Sul registram os menores índices. A média global ficou em 74%.
Além da posição no ranking, o Brasil se destacou pela evolução recente. O percentual de brasileiros felizes subiu em comparação aos últimos 12 meses, acompanhando uma tendência observada na maioria dos países analisados. Apenas três nações apresentaram queda nesse período.
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O que faz o brasileiro se sentir feliz
Entre os fatores apontados pelos brasileiros que se consideram satisfeitos, a fé e a espiritualidade aparecem como principal motivação — um dado que coloca o país em destaque nesse aspecto em relação às demais nações pesquisadas.
Outros elementos relevantes incluem o sentimento de ser amado ou valorizado, o equilíbrio emocional e a percepção de controle sobre a própria vida. Esses fatores ajudam a explicar o avanço no índice geral de felicidade.
Por outro lado, entre aqueles que se declaram insatisfeitos, a situação financeira pessoal surge como principal motivo, repetindo uma tendência global. Questões relacionadas à saúde mental também aparecem com peso significativo, superando inclusive a média internacional nesse quesito.
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Economia influencia percepção
O levantamento também investigou como os entrevistados avaliam a economia de seus países. No Brasil, 43% consideram o cenário econômico positivo — um aumento expressivo em relação ao ano anterior.
Segundo os dados, há uma relação direta entre a melhora na percepção econômica e o crescimento dos níveis de felicidade. Ainda assim, os pesquisadores alertam que o perfil dos entrevistados brasileiros — majoritariamente urbano e com maior escolaridade — pode influenciar os resultados e deve ser levado em conta na análise.
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