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quarta-feira, setembro 16, 2026

Funcionária é demitida após tirar 114 dias de licença médica em um ano

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Uma funcionária australiana foi demitida após acumular 114 dias de licença médica em um período de 12 meses. A trabalhadora, Jodie Daunis, processou a empresa responsável pelas balsas em que atuava, na cidade de Brisbane, mas acabou perdendo a ação judicial.

Segundo a empresa, o estado de saúde da funcionária a impedia de exercer suas atividades de forma regular e confiável.

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Problemas de saúde

Os problemas começaram a se intensificar em abril de 2024, quando Daunis foi diagnosticada com Deep Vein Thrombosis (trombose venosa profunda), condição caracterizada pela formação de coágulos sanguíneos nas veias profundas.

A doença provocava dor intensa, inflamação e episódios recorrentes de trombose, o que resultou em sucessivos afastamentos médicos.

Posteriormente, médicos recomendaram que ela passasse por uma cirurgia vascular. No entanto, a funcionária precisou entrar na fila de espera do sistema público de saúde após sua seguradora recusar a cobertura do procedimento.

Demissão após retorno ao trabalho

Quando retornou ao trabalho, Daunis conseguiu cumprir apenas dois turnos, antes de voltar a sentir fortes dores. Em seguida, informou à empresa que especialistas médicos haviam recomendado um novo afastamento de três meses.

Mesmo após um exame médico posterior indicar que ela poderia retornar às atividades, a empresa concluiu que a funcionária não conseguia desempenhar as funções essenciais do cargo.

Diante disso, o contrato de trabalho foi rescindido. A empresa também afirmou que não tinha condições de adaptar o posto de trabalho para atender às restrições médicas apresentadas.

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Decisão judicial

Daunis contestou a demissão na Fair Work Commission, órgão responsável por disputas trabalhistas na Austrália.

Após analisar o caso, a comissão decidiu a favor da empresa, entendendo que a organização agiu dentro das regras trabalhistas ao encerrar o contrato devido à incapacidade da funcionária de cumprir as funções exigidas pelo cargo.

Com isso, a trabalhadora não conseguiu obter indenização na Justiça.

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