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quarta-feira, setembro 16, 2026

Trump promete asilo a jogadoras iranianas após protesto silencioso em torneio

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A participação da seleção feminina do Irã na Copa da Ásia, disputada na Austrália, ganhou repercussão internacional após as jogadoras se recusarem a cantar o hino nacional antes de uma partida. O gesto foi interpretado por autoridades iranianas como um ato de deslealdade, levantando temores sobre possíveis represálias caso elas retornem ao país.

Diante da situação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está disposto a conceder asilo às atletas caso o governo australiano não tome essa decisão. A declaração foi publicada por ele na rede social Truth Social.

“A Austrália está cometendo um grave erro humanitário ao permitir que a Seleção Nacional Feminina de Futebol do Irã seja forçada a retornar ao Irã, onde muito provavelmente serão mortas. Não faça isso, Sr. Primeiro-ministro, conceda ASILO. Os EUA as acolherão se o senhor não o fizer”, escreveu Trump.

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O episódio ocorreu durante a campanha da seleção iraniana no torneio continental. As atletas permaneceram em silêncio durante a execução do hino, em meio ao aumento das tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel. O gesto provocou forte reação dentro do país.

Um comentarista da televisão estatal iraniana classificou as jogadoras como “traidoras em tempos de guerra” e afirmou que pessoas nessa condição deveriam receber punições severas.

A Federação Internacional de Jogadores Profissionais (FIFPRO) manifestou preocupação com a segurança das atletas e informou que acompanha o caso. A organização também afirmou que tenta estabelecer contato com as jogadoras para entender sua situação.

A seleção do Irã foi eliminada da competição no domingo (8), após derrota por 2 a 0 para as Filipinas. Com o fim da campanha, surgiu a possibilidade de retorno imediato das atletas ao país, o que motivou mobilização de torcedores e ativistas pedindo proteção internacional.

Nas arquibancadas, parte do público exibiu bandeiras iranianas anteriores à Revolução de 1979 e entoou gritos como “Salvem nossas meninas”. Uma petição online solicitando que a Austrália conceda asilo às jogadoras já reuniu mais de 66 mil assinaturas.

Segundo Trump, ele conversou com o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, sobre o assunto. O presidente americano afirmou que algumas atletas já teriam sido acolhidas pelas autoridades australianas.

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“Ele está cuidando disso! Cinco jogadoras já foram atendidas e as demais estão a caminho. Algumas, no entanto, sentem que precisam voltar porque estão preocupadas com a segurança de suas famílias”, escreveu o presidente.

Apesar da declaração recente, a política migratória do governo americano já havia sido criticada anteriormente por deportações de cidadãos iranianos. De acordo com o governo do Irã, cerca de 400 iranianos foram expulsos dos Estados Unidos no último ano.

Enquanto o debate diplomático se intensifica, a principal preocupação permanece a segurança das atletas e de seus familiares, em um contexto de forte tensão política envolvendo o regime iraniano.

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