Décadas após o fim dos Beatles, Paul McCartney revisita um dos capítulos mais delicados de sua trajetória: o rompimento e a posterior reconciliação com John Lennon. No documentário Man on the Run, o músico afirma que ter reatado a amizade antes da morte do antigo parceiro foi “uma das grandes bênçãos” de sua vida.
McCartney e Lennon estiveram à frente dos The Beatles ao lado de George Harrison e Ringo Starr entre 1960 e 1970. Quando o grupo chegou ao fim, as divergências criativas e empresariais já haviam deteriorado a relação entre os integrantes.
++ O que realmente pinta de vermelho as “Cachoeiras de Sangue” na Antártida
Conflitos após a separação
Depois do encerramento da banda, McCartney entrou com ação judicial contra os colegas por discordar da gestão do empresário Allen Klein. O clima ficou ainda mais tenso quando Lennon lançou, em 1971, a música “How Do You Sleep?”, frequentemente interpretada como um ataque direto ao ex-companheiro.
Apesar do distanciamento, o documentário revela que os dois conseguiram retomar o contato antes do assassinato de Lennon, em 8 de dezembro de 1980, em Nova York.
“Uma das grandes bênçãos da minha vida é que fizemos as pazes. É bonito e é triste ao mesmo tempo. Sabe, nós nos amamos a vida inteira”, diz McCartney no filme.
++ Brasil acelera para virar polo de data centers e entrar forte na disputa global por IA
Um retrato pós-Beatles
Dirigido por Morgan Neville, o documentário acompanha a fase de reconstrução artística de McCartney após o fim dos Beatles. O longa aborda desde a vida familiar na Escócia até a criação do Wings, banda formada nos anos 1970.
Em um dos relatos, McCartney recorda uma visita à casa de Lennon e Yoko Ono. Na ocasião, o produtor do programa “Saturday Night Live” sugeriu uma participação surpresa que poderia ter reunido os ex-beatles de maneira improvisada. A ideia, no entanto, acabou descartada.
“Ficamos meio empolgados. Iríamos lá, apareceríamos, ‘viva!’. Mas era tipo, por quê? Seria ótimo para eles. Seria ótimo para nós? ‘Demos a volta por cima e agora estamos seguindo outra jornada’. Então decidimos tomar mais uma xícara de chá e esquecer a ideia”, relembra.
Ao comentar a perda do amigo, McCartney resume o sentimento com sobriedade: “Só o tempo pode amenizar a dor.”
O documentário reforça não apenas os conflitos que marcaram o fim de uma das bandas mais influentes do século XX, mas também a dimensão humana por trás de uma parceria que mudou a história da música.
Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech



